O servente de pedreiro Uelton Hermano dos Santos, de 24 anos, que residia na avenida Doutor Willian Azzuz, no Recreio Campo Belo, foi assassinado na noite de sexta-feira com um tiro na cabeça. O corpo do jovem foi localizado pela Polícia Militar, após denúncia, na rua Américo Caravieri, na Vila Raycos, em frente à Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp. A polícia ainda não tem pistas que possam levar aos autores do crime.
O encontro do cadáver ocorreu por volta das 22h30. Uma ligação para o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) levou uma guarnição a averiguar a denúncia. Em frente à estação de tratamento, policiais se depararam com o corpo. Ele apresentava um ferimento na cabeça e tinha várias escoriações pelo corpo.
A Polícia Civil foi comunicada, assim como peritos do IC (Instituto de Criminalística). O ferimento na cabeça, segundo peritos, teria sido provocado por projétil de arma de fogo. As marcas no corpo teriam sido causadas pelo fato da vítima ter sido jogada de algum veículo em movimento ou arrastada.
A identificação foi possível, porque ao lado da vítima estava sua carteira de identidade. O rapaz trajava uma bermuda de cor xadrez de azul e branca, e estava sem camisa. O caso foi comunicado ao setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
“É cedo para afirmar o motivo do homicídio. Várias hipóteses estão sendo analisadas, mas neste momento é prematuro fazer qualquer afirmação”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, que comanda a equipe que trabalha para elucidar o caso.
MATOU O AMIGO
Na mesma região, na noite de segunda-feira, um outro corpo foi localizado. A Polícia Militar encontrou um jovem em uma galeria de água às margens da pista sul da rodovia Cândido Portinari, na Vila Rezende, próximo a um motel. Crianças que utilizavam o local para ir à Vila Raycos encontraram o cadáver. O corpo estava boiando preso a um galho e apresentava marcas de esganadura e um ferimento na cabeça.
A DIG, na sexta-feira, através do setor de homicídios, deu o caso como elucidado. Um garoto de 16 anos, morador da zona Oeste, confessou que matou “Di Menor”, como a vítima era conhecida, por causa de uma pedra de crack.
“No depoimento que prestou, o autor disse que os dois faziam uso de crack. A vítima teria, segundo declarou o autor, se apossado de uma pedra sua. Ele se irritou, pegou uma pedra e atingiu a cabeça da vítima. Depois, usando uma corda, enforcou a vítima”, revelou o investigador Luciano Tavares, que ao lado do também investigador Paulo Rodrigues, e sob comando do delegado Murari, esclarecerem o homicídio.
O corpo do jovem continua no IML (Instituto Médico Legal) aguardando reconhecimento por parte de familiares que moram em Pederneiras (MG).
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