Durante 48 anos, o bancário aposentado Antônio Modenesi, 76, entrou e saiu da Catedral Nossa Senhora da Conceição pelos fundos. Não porque quis e sim porque era parte do seu ofício de sacristão apagar as luzes e fechar as portas da igreja mais importante da cidade.
Levado pela mãe até a igreja quando ainda era criança, começou ajudando a apagar as velas e, em uma ausência do sacristão, foi chamado para substituí-lo. “O frei Tobias meu deu as chaves da igreja e dos armários.”
Quando o sacristão deixou o cargo, “seo Toninho” foi convidado para substituí-lo. Por quase cinco décadas, esteve presente em quase todas as missas e tinha como uma das responsabilidades tocar o sino na virada do ano.
Até mesmo quando começou a trabalhar na extinta Nossa Caixa não abandonou o ofício. Ao se aposentar, voltou a dedicar todo o tempo à igreja. Seo Toninho só deixou a sacristia no final de 2010, quando foi acometido por vários problemas de saúde. Ainda assim mantém uma chave e controle de acesso à Catedral.
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