Desde o fim do ano passado, Rosiléia Borges voltou a ver o mundo do mesmo ângulo de antes do acidente. Mesmo sem movimentar o corpo e as pernas, ela consegue ficar em pé. Permanecer nessa posição novamente é possível graças ao uso de uma cadeira de rodas especial e incomum que possui um mecanismo automatizado para erguer Léia. Cintas ficam presas no abdômen e nas pernas e uma trava na altura dos joelhos ajuda a sustentar o corpo dela.
A cadeira proporciona mais qualidade de vida a Léia e contribui para melhorar sua autoestima. “Quando estou na cadeira de rodas convencional, tenho que olhar para cima para conversar com as pessoas, que às vezes me atropelam por nem enxergarem. Em pé, posso olhar nos olhos das pessoas, enxergar de longe e segurar minha bolsa nos ombros, não no colo, o que me faz sentir muito mais mulher.”
A cadeira da marca Jaguaribe foi comprada em São Paulo, após ser recomendada por uma das fisioterapeutas que acompanham o caso de Léia. Ao ficar em pé, a pressão na coluna reduz e os órgãos não ficam comprimidos como quando ela está sentada.
O aparelho custou R$ 12 mil. Léia conseguiu comprá-lo graças ao dinheiro que arrecadou rifando uma novilha doada por um dos irmãos. Um grupo de 25 amigas chamado “Meninas do Consórcio” apoiou a campanha e ajudou a levantar os recursos.
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