Alimento diário


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Negar a vida natural para ser usado por Deus

Paulo precisou passar por um período de disciplina para não mais viver pela sua constituição natural. De Jerusalém, os irmãos o enviaram de volta a Tarso, onde permaneceu até Bernabé levá-lo para Antioquia (At 9:30b;11:25-26). Não sabemos ao certo por quanto tempo ele permaneceu em Tarso, mais foi um longo período, no qual certamente aprendeu muitas lições, especialmente de negar a si mesmo e perder a vida da alma. Quando foi com Bernabé para Antioquia, ele serviu a igreja como profeta e mestre, vivendo em contato com Deus em coração (13:12-2ª).
Enquanto os cinco profetas e mestres da igreja em Antioquia oravam, o Espírito Santo lhes falou: “Separai-me, agora, Bernabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (v.2b). Como vimos na semana anterior, o Senhor os levou a passar por muitos e muitos sofrimentos na primeira viagem, para que experimentassem de maneira mais intensa a morte e a ressurreição de Cristo. Portanto, ao sair para trabalhar nas várias cidades, muitas tribulações lhes sobrevieram. Foi nessa época que as igrejas na região da Galácia foram levantadas. Com essa experiência aprendemos que não podemos, de maneira nenhuma, introduzir coisas naturais no obra de Deus. Quando saímos, somos enviados pelo Senhor, e não podemos agir por conta própria, mas pelo Espírito. Quando eles começaram a não mais viver pela constituição natural, Deus começou a usá-los.
Paulo, na sua segunda viagem, seguia totalmente o Espírito, não tenho nenhum plano próprio, mas dependendo da orientação do Espírito Santo que no seu interior o dirigia e também exteriormente lhe dava poder. Ele também introduzia as igrejas no Espírito, por isso foi muito abençoado, tanto no que diz respeito às igrejas como em relação a sua própria pessoa. A lição que podemos aprender aqui é que precisamos estar no Espírito.
Na sua terceira viagem, Paulo aparentemente tomou decisões por conta própria, e não seguiu estritamente o Espírito Santo. Precisamos aprender a seguir o Espírito de vida que nos guia no nosso interior e ter o poder do Espírito exteriormente para levar a cabo a obra do Senhor. Não devemos negligenciar o Espírito de vida no nosso interior e achar que somente o Espírito exterior é suficiente para fazer a obra. Porque o evangelho do reino que pregamos está totalmente relacionado com a ávida e o crescimento de vida.
Por isso, depois de recebermos a redenção judicial, precisamos avançar para a salvação orgânica, para viver Cristo constantemente, a fim de Deus operar em nós a obra transformadora do Espírito por meio de um processo metabólico, onde nas nossas células velhas são substituídas por células novas, divinas. Essa foi a razão da vitória de Paulo na sua segunda viagem.
Quando estava em Corinto, Paulo escreveu aos gálatas e disse que não se tornara apostolo da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai (Gl 1:1). Quando Deus revelou Seu Filho nele, ele não consultou carne e sangue, nem subiu a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes dele (vs. 16-17). Paulo não foi enviado por Jerusalém, mas pelo Espírito Santo. Na sua segunda viagem, ele seguiu estritamente a direção do Espírito, por isso essa viagem teve êxito total; ele estava totalmente no Espírito.

Ponto-chave: O evangelho orgânico precisa ser vivido

Pergunta: Dentre as duas últimas viagens de Paulo, qual delas tem o melhor princípio a ser seguido?

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