Valéria Marson e engenheiros defendem nova obra no viaduto


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Canal do Cubatão: vereadores querem entender por que alargamento do córrego, que custará R$ 2,3 mi, não constava do projeto original de construção do viaduto
Canal do Cubatão: vereadores querem entender por que alargamento do córrego, que custará R$ 2,3 mi, não constava do projeto original de construção do viaduto

A comissão criada pela Câmara Municipal para acompanhar e fiscalizar a construção do viaduto da avenida Major Nicácio, na busca por explicações sobre o aumento no valor da obra, realizou ontem audiências com parte dos envolvidos no projeto. A ex-secretária de Urbanismo, Valéria Marson, responsável pelo projeto básico, e os engenheiros da Prefeitura, Marco Franceschi e Eri dos Santos, foram ouvidos pelos membros da comissão, vereadores Marcelo Valim (PSDB), Oscar Mercuri (PP) e Josivaldo Bahia (PTB). Valéria, que assume o cargo de vereadora em janeiro pelo PSDB, se disse “surpresa” com a notícia de que serão necessários mais de R$ 2,3 milhões em obras extras para evitar alagamentos na região.

O encontro foi realizado em uma das salas de audiência da Câmara e não pôde ser acompanhado pela imprensa. A pedido de Valéria, que foi a primeira a ser ouvida, também não foram permitidas imagens. A ex-secretária falou com os vereadores por cerca de uma hora e meia. Ela se eximiu de possíveis falhas, ao se declarar responsável pelo “projeto básico”. E o “básico”, segundo ela, foi o viaduto com a ponte sob ele.

Na saída, ela declarou que, durante seu período à frente da Secretaria de Urbanismo, foi elaborado um projeto para resolver o problema do sistema viário. Valéria admitiu que não foi realizado estudo para o alargamento do canal, por entender que o projeto contemplava somente o sistema viário, e se disse “surpresa” com os novos gastos. Ela não admitiu falha, mas acredita que o alargamento do trecho do córrego Cubatão, entre a avenida Sete de Setembro e a avenida Major Nicácio, seja necessário. Valéria defendeu nova licitação para isso.

Os engenheiros civis Franceschi e Santos estiveram reunidos com os vereadores por quase duas horas. Eles defenderam a nova obra para evitar alagamentos sob o viaduto. Na saída, os funcionários da Prefeitura se recusaram a falar sobre o encontro.

Valim, presidente da comissão, disse que para concluir a investigação da Câmara será necessário ouvir Paulo dos Santos Netto, da Copem (Consultoria e Projetos de Engenharia de Estruturas) de São Carlos, que avalizou o projeto. “Vamos falar com este senhor e depois relatar o que foi apurado. No nosso entendimento, tem que ser feita licitação”, acrescentou Valim.

O projeto original previa a ampliação do leito do córrego apenas no trecho sob a nova ponte, que será construída debaixo do viaduto. A intervenção atrasará a inauguração em cerca de dois meses, além de encarecer a obra em torno de R$ 2,3 milhões.

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