Desde que o acréscimo, conseguido na Justiça pela Associação de Cabos e Soldados de São Paulo deixou de ser pago neste mês, policiais militares que trabalham em Franca demonstraram insatisfação e desânimo. Com a condição de terem suas identidades preservadas, os militares desabafaram para a reportagem.
Um deles, um soldado com 20 anos de serviços prestados à PM que recebe seis salários mínimos, perdeu R$ 540 que não vieram no salário de novembro. “Me senti desmotivado, assim como a maioria da corporação. A pressão [dos recentes ataques com mortes de PMs no Estado] é para desmotivar ainda mais o policial que está na rua defendendo a população”, lamentou o policial.
Outro soldado que tem 15 anos de corporação e ganhava R$ 185 a mais lembrou a frase que está presente em todos os documentos oficiais da Polícia Militar: “Nós policiais militares, sob a proteção de Deus, estamos compromissados com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana”. E disse: “nós policiais também precisamos ser tratados como sugere a frase. Para tratar bem ao próximo temos que ser bem tratados.”
Um policial que não recebia o acréscimo defendeu, mesmo assim, o direito dos companheiros. “Qual é a motivação de um PM para sair à rua e fazer seu trabalho corretamente se o Estado corta seus benefícios?”, questionou.
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