A escola estadual “Professor Otávio Martins”, localizada na Vila Chico Júlio, vai dividir seu espaço com a Diretoria Regional de Ensino (DRE) a partir de janeiro do ano que vem, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação. A notícia deixou diversos professores da instituição com medo de um possível fechamento da escola a partir de 2014.
Segundo um professor, que não quis ser identificado, a transferência foi confirmada oficialmente pelo diretor da escola na última segunda-feira, dia 19. “Ele nos disse que havia apenas 20% de chances de continuarmos funcionando em 2014. Podemos viver o que aconteceu com o Cefam, que foi tomado de pouquinho em pouquinho pela DRE, e hoje é totalmente ocupado por ela”, diz. A diretoria da escola se recusou a comentar a questão.
Outra professora da instituição, que também pediu anonimato, acredita que existem outros locais para abrigar a DRE. “É uma canalhice. A partir do momento que eles entrarem, para tomar a escola vai demorar um ano. Tenho certeza que ela vai fechar. É como um domínio ditatorial, expandindo suas garras.”
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação diz que a Otávio Martins não irá fechar, mas confirmou que o prédio da unidade vai mesmo abrigar a Diretoria Regional de Ensino a partir de janeiro. O órgão acrescenta que a transferência não afetará o funcionamento da escola e nem causará redução no número de classes, pelo fato de as salas a serem usadas pelo DRE estarem atualmente sem uso.
Mesmo assim, professores, alunos e a comunidade do bairro estão organizando uma manifestação contra a mudança da DRE e o possível fechamento da escola para a próxima sexta-feira.
“Eu e alguns alunos queremos protestar. Não vamos permitir que destruam um patrimônio tão importante. É muita sacanagem”, disse um aluno do segundo colegial de 17 anos. “Estamos querendo combinar com pessoas de diversos bairros, como Aeroporto, Imperador, Parque São Jorge e Leporace. Tem muitos estudantes desses bairros na escola”, completou outro aluno de 16 anos, também do segundo ano.
Com a mudança da DRE, a escola passaria a funcionar só em metade do prédio, com as classes do ensino médio de manhã e as do ensino fundamental de tarde. Atualmente, os cerca de 600 alunos dos dois níveis educacionais estudam no período da manhã.
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