Rapaz usa mangueira para salvar sua casa


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O prédio onde funcionou a antiga Calçados Soberano fica na rua Evangelista de Lima, na Vila Nicácio. Funcionárias que trabalhavam no momento
O prédio onde funcionou a antiga Calçados Soberano fica na rua Evangelista de Lima, na Vila Nicácio. Funcionárias que trabalhavam no momento

O prédio onde funcionou a antiga Calçados Soberano fica na rua Evangelista de Lima, na Vila Nicácio. Funcionárias que trabalhavam no momento do incêndio disseram que o fogo teria sido provocado por um curto circuito numa das máquinas, uma prensadeira. As chamas logo se espalharam para a fiação e atingiram o teto. Em poucos minutos, o incêndio se alastrou pelo prédio que abrigava uma fábrica de calçados, uma de palmilhas e um depósito de leite. A funcionária que operava a máquina, Rosemery Pinto, sofreu queimaduras leves no rosto, mas passa bem.

Numa casa da rua Torquato Caleiro, que faz fundos com o prédio incendiado, um morador salvou sua casa das chamas usando uma mangueira de água comum. O borracheiro Rodrigo Souza Barbosa, 32, estava em casa jogando videogame e sua mulher, a sapateira Danúbia Cristina Silva, 27, se preparava para entrar no banho. Os dois ouviram estalos do fogo e, ao sair no quintal, Rodrigo viu as chamas ao lado da residência, ameaçando seu telhado. Ele retirou a televisão e o botijão de gás da casa, que fica nos fundos, e gritou para o pai, que mora no imóvel da frente, para ligar a mangueira.

Rodrigo faz parte da brigada de incêndio da empresa onde trabalha e usou as técnicas que aprendeu para preservar o imóvel. Enrolou uma toalha no corpo, escalou o muro e ficou em cima do telhado da casa resfriando com a água para o fogo não avançar. “Se eu não usasse a mangueira, minha casa poderia ter queimado porque os bombeiros tiveram dificuldades em conseguir água”, disse. Ele tem uma filha de nove anos, mas a menina estava fora de casa quando tudo aconteceu.

Nos dois imóveis, os moradores removeram colchões, cadeiras, botijões de gás e outros móveis para a garagem e calçada. A mãe de Rodrigo, a sapateira Gislaine de Paula, 50, se desesperou e chorou pelo susto que passou.

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