Golpistas escolhem o Centro de Franca para ganhar dinheiro fácil


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Eles têm boa lábia, oferecem ajuda, serviços baratos ou a oportunidade de ganhar algum dinheiro fácil e têm encontrado, no Centro de Franca, grandes oportunidades para enganar pessoas com histórias mirabolantes e levar dinheiro, sem usar violência. Segundo levantamento feito através de publicações do Comércio, de janeiro a outubro deste ano, pelo menos sete golpes foram registrados no 1º Distrito Policial, área central. Valor arrecadado pelos golpistas: mais de R$ 13 mil.

As vítimas foram quatro donas de casa -com idades entre 35 e 88 anos -, um casal de aposentados de 58 anos e um pintor de 24 anos, morador em Pedregulho.

A Polícia Civil, que não tem um levantamento exato sobre esse tipo de ocorrência, diz que o número deve ser bem maior, já que, geralmente, a Polícia Militar não é acionada e nem todas as vítimas, até por vergonha de ter caído no golpe, procuram a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

Nenhum dos casos terminou em prisão. “Estamos com as investigações em andamento e enfrentamos alguma dificuldade pela suspeita de que os golpistas podem ser de outras cidades. Normalmente eles vêm de fora. Aplicam golpes em várias cidades e se especializam em determinado tipo. Eles se revezam nos papéis a serem interpretados, praticam o golpe na cidade e em seguida vão para outra”, disse o delegado Pedro Luís Dallaqua, adjunto do 1º DP.

O último caso foi registrado no dia 16 de outubro. Uma dona de casa de 88 anos, moradora no Centro, foi enganada por dois homens que fingiram ser mecânicos. Eles levaram R$ 9.980 após fingirem que o carro da idosa estava com problemas mecânicos e dizerem que iriam consertá-lo. Além de enganarem a idosa, os golpistas abusaram da hospitalidade e almoçaram na casa da vítima, permanecendo por mais de uma hora com ela.

Por ter mais pontos comerciais e mais agências bancárias, o Centro é o “paraíso” dos golpistas, que buscam presas fáceis. “Eles ficam vigiando as pessoas que saem dos bancos. Geralmente, quando elas estão mais atarefadas, distraídas, pensando em outra coisa, é o momento em que o golpista resolve atacar e consegue ludibriar”, completou Dallaqua.

O fato de os golpistas não terem fichas criminais registradas em Franca dificulta a identificação. O 1º DP tem trocado constantemente informações com a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), mas os casos não chegaram a seus desfechos.

A polícia orienta para que as pessoas fiquem atentas. “Dinheiro não cai do céu. É preciso sempre desconfiar quando alguém oferece uma vantagem nesses casos”, diz o delegado.

A pena de estelionato, segundo o policial, varia de um a cinco anos, mas, normalmente, os juízes substituem a pena de reclusão na cadeia por uma pena de prestação de serviços à comunidade.

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