Homicídios disparam em Franca e aumentam 166%


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O número de homicídios disparou em Franca de janeiro a outubro deste ano. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, divulgados na última quarta-feira, 16 pessoas foram mortas nos primeiros dez meses de 2012. O número é 166% maior que o do mesmo período do ano passado, quando seis pessoas foram vitimadas por este tipo de violência. Outubro foi o mês considerado crítico, pois concentrou sete mortes, mais de 40% do total. Segundo a Secretaria, furtos e roubos também tiveram crescimento considerável (leia texto nesta página).

De acordo com o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), especializada que investiga os casos de assassinatos, Franca não registrou casos que se relacionam ou que tenham vínculo com outros crimes, como o tráfico de drogas e roubos, situação constatada, por exemplo, em cidades onde há confrontos entre gangues rivais ou traficantes. “Não há, pelo que observamos até o presente momento, nenhum fato que liga um homicídio com o outro. Temos um latrocínio - que a pessoa reagiu ao assalto - e casos com motivação passional e desentendimentos dentro de bar”, diz o delegado.

A dona de casa Rosemary Storti, 47, que morava na Vila São Sebastião, foi a última vítima contabilizada. Segundo informações da polícia, a mulher foi morta a facadas e o principal suspeito é o “primeiro” ex-marido da dona de casa, o sapateiro SCA, 53. Também é investigado o “segundo” ex-marido, o sapateiro Gilmar Vitalino de Araújo, 31, residente no Residencial Moreira Júnior, que foi encontrado horas antes também esfaqueado no mesmo bairro. A polícia diz que já descobriu o autor, mas até agora ninguém foi preso.

Outro caso ainda não solucionado é o da morte do sapateiro Ederley Custódio de Oliveira, 31, executado com 12 tiros dentro da casa onde estava morando, em um sítio no Jardim Aeroporto. A vítima estava dormindo quando teve o quarto invadido. O sapateiro morava sozinho. “Nesse caso, a vítima foi alvejada por vários disparos de arma de fogo durante a madrugada em uma propriedade rural. Não tem testemunhas, mas a investigação prossegue através do inquérito, mas não chegamos ao nome do suspeito”, lamentou Murari.

Para o delegado, a única maneira de coibir o aumento dos números é com investigações eficientes e punições severas na Justiça para os acusados. “Não há como se prevenir. A melhor maneira de tentarmos que esses casos aumentam é justamente a punição. Instaurar inquérito, esclarecer a autoria e serem encaminhados para serem julgados”, finalizou o delegado.

Já a Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento preventivo, costuma considerar as estatísticas da Secretaria para colocar seu efetivo e viaturas nos pontos certos e evitar que aumente ainda mais o registro de crimes.

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