Franca tem 156 moradores de rua, sendo 89% do sexo masculino. É o que revela pesquisa da Secretaria de Ação Social. Os números foram divulgados ontem, durante o seminário “População em situação de rua e políticas públicas”, no auditório do Senai, que reuniu diversos segmentos na busca de soluções para a questão do morador de rua.
Da população que vive nas ruas, 111 perambulam sozinhos, enquanto que 32 andam com amigos. Oito formam casais e os demais são parentes. Por faixa etária, o maior grupo (67) tem entre 25 e 34 anos. Depois aparece o que tem entre 45 e 59 anos - 39 moradores. Entre 35 e 44 anos, há 29 pessoas, e de 18 a 24 anos, 18. Acima de 60 anos, há três pessoas.
A pesquisa constatou que a maioria (55,8%) optou por morar nas ruas devido ao uso de drogas. Desavenças familiares e o uso de álcool também estão entre as principais causas. Alimento é o que os moradores mais pedem em estabelecimentos e residências, seguido de dinheiro, roupas e calçados.
O secretário Roberto Rocha “culpou” as pessoas de “coração mole” pela atual situação. “A cidade é fraterna, acolhedora, e isso contribui para que pessoas apelem para o bom e mole coração do francano”, disse Rocha. Ele acredita que seja possível reduzir esta população com “atendimento profissional técnico e o resgate da dignidade de cada morador de rua”.
Para Anderson Lopes Miranda, 37, coordenador do Movimente Nacional da População de Rua e que viveu 22 anos nas ruas de São Paulo, só uma nova política pública de atendimento é capaz de contornar o atual quadro. “É preciso que a sociedade se sensibilize e que o governo crie, junto com a sociedade, uma política eficaz que entenda por que esta população está nas ruas e lhe mostre o caminho para uma vida mais digna.”
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