As causas do incêndio ainda serão investigadas, mas suspeita-se que tenha começado após curto-circuito numa máquina - prensadeira - da fábrica de palmilhas Qualiflex. Quatro funcionários trabalhavam na noite de quarta-feira quando, por volta das 21 horas, perceberam o começo do incêndio.
A coladeira Rosemery Aparecida Pinto trabalhava na prensadeira quando foi surpreendida com o fogo que atingiu seu rosto. Ela pediu ajuda para a companheira de trabalho, que tentou buscar o extintor, mas não houve tempo de acioná-lo.
Quando perceberam, as chamas já tinham atingido a fiação e o teto do galpão e todos abandonaram o prédio. Logo se formaram labaredas gigantes, de até 20 metros de altura. Os produtos altamente inflamáveis, como colas, borrachas e outros tipos, fizeram com que o fogo de alastrasse mais rapidamente. “Acho que deu o curto-circuito na máquina e as faíscas caíram nos materiais e o fogo se espalhou. Foi em questão de segundos.”
Rosemery feriu o rosto e foi atendida no pronto-socorro municipal após ser levada pelos pais na noite de anteontem. Ela ficou em observação por seis horas e foi liberada para casa. “Estou com o rosto bem inchado, na altura do olho também. Queimou parte do meu cabelo e sobrancelha. Tenho dores, mas estou bem e quero esquecer tudo isso.”
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