Redução de riscos


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O país pode até ser tropical e abençoado por Deus, como dizia a antiga música de Jorge Ben Jor, mas isso não significa que estamos completamente imunes às catástrofes naturais. Obviamente, ainda não experimentamos tsunamis, terremotos ou tempestades de grandes proporções, como acontece frequentemente em outros países e como aconteceu recentemente com os EUA, com a supertempestade Sandy, que atingiu a costa leste do país e fez grandes estragos por lá.

Isso, no entanto, não deveria significar descuido por parte de nossas autoridades em relação ao planejamento de riscos, pois as pequenas ocorrências climáticas ou naturais que afligem nosso país geralmente fazem mais danos que algumas grandes catástrofes em países mais atentos a esses problemas, pelo menos em termos proporcionais.

É claro que em Franca ainda não há chances de enfrentarmos terremotos ou maremotos, como diz o presidente do Conselho Municipal de Defesa Civil, tenente Marcel Filippin, mas já não podemos desconsiderar o fato de que muitos francanos estão ficando de cabelo em pé ao menor sinal de tempestade anunciada pelos céus de nossa cidade.

Mas para além dessa questão das enchentes, há também várias outras que já exigem certa precaução de nossas autoridades, como as voçorocas, as moradias que hoje situam-se próximas a áreas que apresentam deslizamento de terra e os sistemas de drenagem e desassoreamento de córregos e rios. Para a nossa Defesa Civil, Franca tem agido de acordo com suas necessidades, mas ainda não começou a escrever seu plano de contingência para mapear todas as suas áreas de risco e com isso conseguir criar mecanismos de controle e fiscalização mais eficientes, conforme determina a medida provisória que alterou e acrescentou dispositivos à lei que rege o Sistema Nacional de Defesa Civil.

Atualmente, ainda de acordo com a Defesa Civil, a cidade vem realizando programas contra deslizamento em algumas áreas, faz a recuperação ambiental preventiva em outras e executa obras para amortecimento das águas pluviais (piscinões), o que conseguiu reduzir bastante os casos de enchentes e voçorocas que ameaçavam os moradores.

Mas a despeito dessas importantes ações, seria fundamental que a cidade fizesse a lição de casa e elaborasse seu plano o mais rápido possível. Em gestão, a eficácia e a eficiência só são possíveis se as ações forem cuidadosamente planejadas e constantemente mensuradas por seus administradores. Em um mundo cada vez mais dinâmico e em constante mutação, sobretudo no que tange aos problemas climáticos e de meio ambiente, não é possível trabalhar de forma apenas reativa, ao contrário. É preciso antecipar-se aos problemas ou às calamidades, trabalhando sempre de maneira pró-ativa, com planejamento estratégico, planos de ação e muita mensuração de resultados.

Afinal, os problemas ambientais de amanhã já são visíveis nos dias de hoje. É só olhar para eles.

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