Um homem de 56 anos e seu filho de 24, moradores no Jardim Guanabara, viveram momentos de tensão e medo na madrugada de ontem, após ficarem reféns nas mãos de bandidos por mais de uma hora, na residência da família. Dois homens armados com revólveres renderam as vítimas ainda na entrada da casa, por volta de 0h30 de ontem, e agrediram o pai com uma coronhada e cortaram sua orelha com uma gilete. Levaram um veículo, eletrônicos e R$ 7 mil em dinheiro. O caso foi registrado no Plantão Policial e será investigado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). No Jardim Martins, bandidos aproveitaram a ausência da moradora e fizeram um “limpa” em uma casa.
Segundo a Polícia Militar, o empresário de 56 anos chegou à residência com sua Troller amarela, abriu o portão eletrônico da garagem e guardou o veículo. Antes que o portão fosse fechado com segurança, os assaltantes entraram e anunciaram o assalto. Também renderam um sapateiro de 24 anos, filho do empresário. Ainda segundo a polícia, os dois foram colocados deitados no chão de um dos quartos.
A ação foi extremamente violenta. De acordo com o registro policial, os bandidos pediam dinheiro a todo momento e diziam que sabiam que “era dia de pagamento na empresa”. O empresário levou uma coronhada de um assaltante, que em seguida pegou uma gilete e fez um corte atrás de uma das orelhas da vítima.
O empresário foi obrigado a abrir o cofre da casa e entregou R$ 7 mil aos bandidos. Em seguida, ele foi colocado deitado novamente. Os bandidos reviravam o imóvel. Pegaram também duas televisões de LCD de 32 polegadas, dois notebooks, uma barraca de camping, um colchão de ar, uma caixa térmica, um rádio e as chaves da residência. Tudo foi colocado dentro da Troller, que foi usada na fuga.
Os policiais militares foram acionados depois das 2 horas. Os assaltantes foram descritos pelas vítimas à polícia. Um deles era moreno, estava de tênis e calça jeans, tinha aproximadamente 1,85 m e aparentava ter pouco mais de 20 anos. O outro era branco, estava de tênis, bermuda de listras e moletom cinza com capuz na cabeça. Buscas foram feitas pela região, mas nenhum suspeito foi encontrado.
A reportagem do Comércio esteve na casa da família na manhã de ontem e, por interfone, conversou com uma mulher, que disse que o empresário não estava. Perguntada sobre a câmera que está instalada na entrada da garagem, disse que acha que “nada foi gravado” no assalto. Vizinhos, que não quiseram se identificar, disseram que não ouviram nada e ficaram sabendo do crime apenas pela manhã.
O empresário é dono de uma banca de pesponto, também no Guanabara.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.