No início tudo são flores. Os dias ficam mais coloridos, o que era chato fica suportável e o que costumava te divertir perde seu encanto, caso aquela pessoa especial não esteja ao seu lado. Você não consegue mais pensar em outra coisa que não seja relacionado com aquele ser humano em questão. Tudo é mágico e até as raríssimas brigas se resolvem com poucas palavras.
Mas o tempo cobra seu preço que, nos casos dos relacionamentos, é pago de diversas maneiras. A mais comum é resultante do aumento da intimidade. Sem medo de assustar a cara metade, as pessoas tendem a revelar algumas de suas manias e algumas são realmente assustadoras. Esses costumes raramente resultam no fim, porém funcionam como uma espécie de combustível infinito para brigas cada vez maiores sobre assuntos ínfimos. Tais combates acabam enfraquecendo o relacionamento e, quando um problema realmente grande acontece, nenhuma das partes tem mais forças para sustentar aquela relação.
Além disso, existem as crises de ciúme, a falta de interesse de uma das partes, traição e inúmeros outros fatores que culminam no fim. Porque no início tudo são flores, mas nenhuma planta, por mais bela que seja, é eterna.
Agora chegamos ao fim daquele relacionamento que parecia ser promissor e que lhe proporcionou bons tempos de diversão e prazer. O que restou disso tudo? Luto, sofrimento e desespero? Calma. Você sabe que precisa enterrar aquela pessoa - na memória, é claro - e seguir em frente. Para garantir que isso aconteça da maneira mais fácil quanto for possível o Se Liga foi atrás de valiosas dicas. Leia, aprenda e compartilhe.
Passo 1
Primeira coisa. É preciso reconhecer quando não existe mais como reatar o relacionamento. “Muitas pessoas sofrem e se apegam a ideia de que aquele fim não foi o derradeiro fim”, afirma a psicóloga Gillian Reynolds em um artigo publicado em seu site pessoal. “Talvez isso seja verdade, mas o melhor é começar o processo de recuperação o mais rápido possível. É difícil encarar, mas o fato é que as pessoas simplesmente não mudam da noite para o dia e que o motivo que causou o fim ainda está vivo. Cada caso é um caso, porém ficar preso nessa falsa esperança é muito doloroso”, diz ela.
Passo 2
Agora que isso está resolvido, pode sentar e chorar. “O luto, infelizmente, é um sentimento normal. Não precisa ter vergonha nenhuma. O perigo é quando o indivíduo reprime esse luto. Isso só prolonga a dor e não a ameniza. Nesta época pode chorar e desabafar com os amigos. Não aceitar o luto é uma forma de não aceitar o fim”, explica Gillian.
Passo 3
O próximo passo é o exorcismo. “Você precisa prometer que não vai ligar para seu/sua ex quando ainda estiver nessa fase. Para facilitar essa ideia é importante deletar todos os contatos entre vocês. É muito mais tentador ligar se você constantemente ver o nome da pessoa na lista de contatos”, comenta a psicóloga. Sabemos que isso é muito difícil, mas é de suma importância.
Passo 4
Chegamos ao fatídico “corte na dosagem”. “Nos próximos 60 dias é vital que você evite tudo o que te faz lembrar dele/dela. Não vá aos locais que frequentavam juntos. Não veja filmes e não ouça músicas que possam fazer qualquer menção com aquele relacionamento. Coisas materiais que façam o mesmo também precisam desaparecer”, escreve Gillian. “Esta etapa pode ser terapêutica em uma estranha forma. Existem pacientes que se sentem muito bem ao queimar as fotos do casal, por exemplo. É um gesto brusco, mas cada um reage à sua forma”. Outra dica valiosa é usar o horário que era destinado ao casal para investir e si. Estude mais, trabalhe mais ou vá praticar alguma atividade física.
Passo 5
Depois disso é preciso saber a hora de encerrar o assunto. Chega um momento em que todo mundo precisa encerrar de vez a situação. Parar de falar e de sofrer com aquele relacionamento falho. “Nesta etapa a recuperação já deve estar bem encaminhada. Uma boa metáfora e que ajuda muito é escrever, sozinho/sozinha, uma lista com as piores qualidades do ex-companheiro. Você se assustará com a extensão dessa lista. Depois de pronta, guarde em um local seguro durante uma semana. Toda vez que a tristeza bater, procure aquele papel e sinta um grande alívio”, aconselha Gillian. Passados os sete dias, queime a lista assim como fez com as fotos e sinta o doce calor da liberdade.
Aumente a autoestima
Para garantir uma transição mentalmente pacífica, a psicóloga faz algumas ressalvas. Aumentar a autoestima durante toda a recuperação acelera o processo, pois sua confiança vai lá pra cima e também começam a aparecer algumas cantadas. Isso também é perigoso. “Ultimamente as pessoas acham que cair na festa e ficar com inúmeras pessoas ajuda. Na verdade toda essa libertinagem só te torna mais carente, pois internamente você sabe que só quer um substituto e se frustra por não encontrá-lo”, conta Gillian. O ideal é sair para se divertir, simples assim. “Ao contrário do que você possa sentir, o fim de um relacionamento não significa que sua vida parou. Ficar sem a pessoa que você um dia amou é muito difícil e você pode sentir como se sua vida fosse incompleta. Mas não é”, finaliza.
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