Maior velório de Franca está fechado para obras de reforma


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Comunicado no portão do velório anuncia fechamento nesta semana; no interior, operários trabalham em estrutura metálica que será usada na troca do telhado
Comunicado no portão do velório anuncia fechamento nesta semana; no interior, operários trabalham em estrutura metálica que será usada na troca do telhado

O maior e mais tradicional velório de Franca fechou suas portas. Localizado ao lado do Cemitério da Saudade, na área central, o São Vicente de Paulo está passando por reformas e não poderá ser usado esta semana. Todos os dias, pelo menos quatro corpos são velados no local. A interrupção temporária dos serviços está causando transtornos para funerárias e familiares de mortos. Com as obras, a alternativa será usar salas existentes nos bairros.

O São Vicente é o único velório particular da cidade. Inaugurado no dia 31 de dezembro de 1992, tem um conjunto de 11 salas e é concorrido por causa do espaço e da localização. Nos últimos anos, vem passando por reformas sem a necessidade de suspender as atividades. No domingo, a direção informou que, desta vez, teve de fechar as portas até sexta-feira por medidas de segurança. “Nós estamos trocando a cobertura central e seria muito perigoso se o velório permanecesse aberto. Para evitar risco de acidentes, achamos melhor fechar. Os serviços vão trazer melhores condições de atendimento aos usuários”, disse Rodrigo Perez, administrador de imóveis do Lar São Vicente, responsável pelo velório.

A antiga cobertura com madeiras e telhas de barro dará lugar a um telhado galvanizado. Mais alta, a nova estrutura vai melhorar a ventilação e proteger o ambiente do calor e da chuva. As estruturas metálicas chegaram ontem e devem ser instaladas até sexta-feira.

A administração do velório pretendia ter feito a troca do telhado antes, mas a pedido das funerárias segurou o quanto pôde. Agora, decidiu realizar o serviço por causa das reclamações sobre goteiras em dias de chuvas e o do abafamento durante o calor. “O fechamento causa alguns transtornos, pois as funerárias têm planos que dão direito ao velório. A gente tenta explicar sobre a necessidade da reforma, mas é difícil as famílias entenderem”, disse Gerson Trovato, gerente da Funerária Nova Franca.

Com o fechamento do São Vicente, as opções são a igreja São Judas e os velórios públicos do Cemitério Santo Agostinho e dos jardins Aeroporto, Portinari e Paulistano, cujas acomodações são mais modestas. Os donos de funerárias também estão tentando convencer as igrejas evangélicas, salões paroquiais e a Maçonaria a liberar seus espaços, caso seja necessário. “Se cada um fizer a sua parte, a gente consegue amenizar os transtornos”, finalizou Trovato.

MAIS OBRAS
A administração do velório São Vicente informou que trabalha com a previsão de concluir a cobertura na sexta-feira. Se possível, vai liberar o uso antes. Em uma nova etapa de serviços, ainda sem data para começar, deverá ampliar as salas e abrir estacionamentos nos fundos. As atuais 37 vagas são insuficientes. A renda obtida com o aluguel dos espaços é revertida para a manutenção do asilo, que fica ao lado.

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