Promotor diz que a estrutura é lastimável


| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Científica têm por atribuição auxiliar a Justiça, fornecendo provas técnicas sobre locais, coisas, objetos, instrumentos e pessoas, para a instrução de processos criminais. Em um julgamento, estas provas, chamadas periciais ou técnicas, são muito importantes para provar se uma pessoa é culpada ou não por um crime.

Segundo o promotor de Justiça Claudemir Aparecido de Oliveira, em quase todas as situações envolvendo a prática de uma crime é possível incluir a prova pericial. Na opinião dele, no entanto, a equipe de criminalística de Franca não está preparada para dar conta da demanda. “A estrutura que a Polícia Científica tem em Franca é lastimável. Nós não temos policiais suficientes nem laboratórios. O trabalho que os peritos daqui fazem é desumano. Eles estão sobrecarregados.”

Para piorar a situação, a Justiça é cada vez mais exigente ao pedir provas periciais. Oliveira explica que em um simples caso de apreensão de DVDs piratas, por exemplo, para que seja qualificado o crime contra a propriedade intelectual, é necessário que um perito identifique o artista e a gravadora (ou estúdio) de cada uma das mídias, independentemente da quantidade recolhida. “Muitas vezes ele (policiais) não conseguem fazer o que a gente pede, justamente, por conta da falta de estrutura.”

No caso de crimes mais importantes, como homicídios e roubos, a falta de estrutura da criminalística pode ter consequências mais desastrosas. Isso porque a prova técnica é normalmente mais valorizada em júri do que a testemunhal, segundo o promotor. “O ser humano é falho na hora de visualizar uma cena de crime. Duas pessoas podem ver a mesma cena e ter uma interpretação, totalmente, diferente.”

Segundo o promotor, enquanto a estrutura da equipe de criminalística da cidade não me-lhora, a Justiça vai ficando sem provas e os casos, sem solução. “Quem sofre o prejuízo é a sociedade, não tenho dúvida.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários