Morreu Silvinha Barbosa, mulher do presidente da Unimed/Franca


| Tempo de leitura: 2 min
Silvinha Barbosa foi sepultada dia 15, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras
Silvinha Barbosa foi sepultada dia 15, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras

Morreu na quarta-feira, dia 14 de novembro, 23h30, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim/Unimed, Carmem Sílvia Dias Barbosa. Tinha 46 anos, estava internada há 50 dias e, neste período respirou com a ajuda de aparelhos, fase final do intenso tratamento contra o câncer a que foi submetida nestes últimos dois anos. Silvinha, como era conhecida, teve a doença diagnosticada ao final de 2005. No início do ano seguinte submeteu-se a cirurgia craniana, com sucesso. Em outubro de 2011 detectou-se recidiva, e ela precisou ser operada novamente. Foram mais seis meses de razoável qualidade de vida até que sequelas neurológicas surgissem com força para imobilizá-la em cadeira de rodas e atingir sua fala.

Faria 27 anos de casamento com o médico urologista Otto Cezar Barbosa Júnior, presidente da Unimed/Regional, no próximo dia 30 de novembro. Da união, nasceram duas filhas: Gabriela (médica residente) e Marcela (estudante de Direito).

Silvinha era pedagoga pela Unifran, mas não se voltou ao exercício profissional. Dedicou-se à casa, às filhas, e, especialmente, a apoiar as atividades pessoais e profissionais do marido. Era, segundo Otto, sua ‘gerente de vida’, responsabilizando-se pelo controle da vida financeira do casal, investimentos, educação dos filhos, cuidados com a rede de relacionamentos pessoais. “Foi Silvia quem me deu base para que pudesse me dedicar a meus sonhos e projetos profissionais. Divido com ela o que conquistei. Infelizmente, em função da agressividade da doença, ela não pode ver na plenitude, o resultado do que me ajudou a fazer”.

Otto ‘tentou tudo, seja na busca de recursos, medicações, equipamentos, ou levando-a até onde houvesse qualquer chance de recuperação’, disseram amigos médicos que acompanharam o sofrimento do casal nos últimos anos.

Carmem Silvia e Otto eram integrantes do Centro Espírita Veneranda. Lá, Silvinha atuou por quase 20 anos dedicada a atividades de filantropia e benemerência, especialmente cuidando de doentes. Fundou uma ONG, a “O Bem’, instalada ao lado do Hospital São Joaquim e ali criou cursos de formação básica – o de ‘empregada doméstica’ foi sempre muito procurado –, ou dirigindo a entidade. No Centro e na ONG, Silvia e Otto sempre foram vistos juntos. ‘Ela não parava. Havia domingos em que se lembrava de outras entidades, me convencia a ir com ela para verificar necessidades e preenchê-las. A Chácara Sorriso – que cuida de crianças perto de Patrocínio Paulista – era uma de suas preferidas”, disse Otto.

Silvia gostava de conviver com suas amizades. Também, de viajar. Já adoentada, pediu ao marido para que, se fosse possível, voltassem a um determinando banco de praça no Central Park de Nova Iorque, de onde tinha agradáveis lembranças. “Foi nossa última viagem. Fizemos lá uma foto que há de me acompanhar pela vida afora”.

No velório, ocorrido no São Vicente de Paula, e sepultamento, realizado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras na tarde do feriado de 15 de novembro, falaram amigos do casal, entre eles, Antônio Betarello, padre José Geraldo Segantim (pároco da Catedral) e a cronista Patrícia.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários