Você gosta de filmes de monstros e zumbis ? Tem uma certa atração pelo estilo gótico, com cemitérios e tudo mais? Demonstra receio mas não deixa de dar um espiadinha em algum filme de terror que alguém está assistindo em DVD? Então é provável que você seja do tipo que tem atração mas também sente medo por essas cenas e situações. Na verdade, tais emoções costumam vir juntas no pacote.
E por que será que diante de cenas amedrontadoras nosso coração bate mais forte, as pálpebras se retraem e os olhos ficam arregalados, os pelos do corpo parecem eriçados com os do gato diante de situação de perigo? Por que será que a boca fica meio aberta e parece que toda a saliva que podemos produzir desaparece imediatamente e nossa língua fica sequíssima, como se tivéssemos comido serragem?
Um sintoma muito comum nesses contextos é apresentar problemas gastrointestinais: dor de barriga, vontade fazer xixi a toda hora... Como nada é digerido, porque há um colapso na produção de saliva, o sangue destinado aos órgãos de digestão migra para músculos e cérebro. Aparece então o famosíssimo “frio na barriga”. Quem nunca sentiu esse frio em situação de medo?
Vamos entender o que ocorre com nosso corpo quando ele enfrenta uma situação de medo. Em segundos nosso cérebro recebe a informação e dispara sinais para uma região chamada “sistema límbico”. Este é o lugar das emoções. Diante desses sinais há uma reação do corpo: fugir ou lutar. Se ficar (diante dos estímulos que causam medo), o cérebro vai disparar outra mensagem, para a glândula suprarrenal liberar adrenalina no sangue. A suprarrenal fica sobre os nossos rins.
Com mais adrenalina, o sangue se concentra nos músculos e no cérebro. A pele fica mais fria (a mão e os pés, gelados) e mais esticada, lisa. As pupilas se dilatam, as pálpebras se retraem, os olhos se arregalam, o rosto parece fazer careta. As mãos ficam um tanto trêmulas. Pode surgir um tipo leve de formigamento nelas.
Saiba que tudo isso é ótimo sinal. O corpo está funcionado direitinho. Afinal, esta é a forma de ele reagir ao perigo, real ou imaginário, diante do qual nos encontramos. Depois do susto, o corpo leva uns minutinhos para voltar ao normal. Neste momento pode acontece de a gente ter vontade de chorar ou de rir. Mas passa rapidinho.
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