Na edição do último domingo, dia 11, o Comércio da Franca denunciou que uma série de exigências do edital de licitação que deu origem ao contrato entre a São José e a Prefeitura não está sendo cumprida. Entre elas, o direito de o usuário fazer a integração de itinerários mediante pagamento em dinheiro; a implantação de quatro linhas circulares entre bairros e criação de uma frota especial para as linhas circulares e radiais.
A Prefeitura e a São José não quiseram comentar o caso. Mas, na segunda-feira, o Comércio teve acesso a uma ação que a concessionária move na Justiça para rever pontos do contrato já assinado. Mesmo conhecendo previamente os termos do edital e tendo assinado o contrato de concessão sem qualquer ressalva, a São José alega na Justiça que está sendo prejudicada financeiramente e quer mudar algumas determinações do contrato.
O procurador municipal Joviano Mendes da Silva disse, também na segunda-feira, que o valor da licitação deve permanecer o mesmo. “A ideia não é diminuir nada. É apenas achar uma maneira de adequar o que diz o contrato.” Ele, que em tese tem a função de defender os interesses da Prefeitura, fez pesadas críticas ao contrato elaborado pela própria administração municipal, a partir da licitação que definiu a empresa que teria direito de explorar o transporte coletivo na cidade.
A São José se negou a atender a reportagem.
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