Duas chapas disputam as eleições para presidente da OAB em Franca


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José Nelson Salerno, atual presidente da OAB Franca: ‘O voto é obrigatório e a ausência tem uma multa pesada’
José Nelson Salerno, atual presidente da OAB Franca: ‘O voto é obrigatório e a ausência tem uma multa pesada’

A disputa por votos não cessou em Franca com a conclusão da corrida pela sucessão municipal. No mundo jurídico, ainda é tempo de eleição. A campanha para presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entra na reta final e agita escritórios, corredores do Fórum e redes sociais. Dois candidatos estão no páreo e lutam pelo direito de assumir a subseção local e representar os advogados pelos próximos três anos. A votação está marcada para o dia 29 e acontecerá simultaneamente em todas as 226 subseções do Estado.

A situação é representada pela chapa Todos Pela Ordem, liderada por Ivan da Cunha Souza, 39. Atual vice, ele assumiu a presidência interinamente em 2009 durante o afastamento do então presidente Mansur Jorge Said Filho. É a primeira vez que disputa o cargo principal. “A OAB evoluiu nos últimos anos e não pode parar. É preciso dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado.”

Não é o que pensa Andreia Taveira Pacheco, 36, que encabeça a chapa de oposição denominada Inove OAB. Advogada trabalhista, ela acredita que chegou a hora de renovar os quadros da entidade. “A OAB está parada. Precisa mudar e evoluir. Isso só será possível com a renovação.”

Os dois candidatos estão em intensa campanha. Festa de lançamento de chapa, distribuição de material de propaganda e corpo a corpo fazem parte das estratégias. As eleições acontecem dia 29, das 10 às 18 horas, na sede da OAB. O vencedor vai administrar a ordem no triênio 2013/2015 e será empossado automaticamente na virada do ano.

Em Franca há 1.831 advogados. Para votar, o profissional deve estar em dia com suas anuidades. A regularização de eventuais débitos deveria ter ocorrido até o dia 29 de outubro. “O voto é obrigatório e a ausência, ao contrário das eleições políticas, tem uma multa pesada. A falta do voto ou da justificativa pode acarretar o pagamento de multa de 20% do valor da anuidade, que gira em torno de R$ 700 a R$ 800”, disse o atual presidente, José Nelson Salerno.

Os eleitores terão que registrar os votos em cédulas de papel. Por causa das eleições municipais, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou pedido feito pela OAB nacional e não emprestará as urnas eletrônicas como fez nos anos anteriores.

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