Já começa a faltar gás de cozinha em Franca. O motivo do desabastecimento é a greve dos funcionários de distribuidoras de gás. De cinco estabelecimentos consultados pelo Comércio ontem, dois já estavam sem funcionar por falta do produto e os outros três estavam com o estoque comprometido. Além disso, três deles admitiram ter aumentado o preço do botijão.
Gisele Nogueira é gerente do depósito W Nogueira, no Residencial Ana Dorothéa. Na manhã de ontem, havia apenas cinco botijões disponíveis no local. “Vou receber esta tarde uma remessa de 120 botijões, mas pedi 480. Não temos mais o fornecimento que tínhamos, e as pessoas também estão estocando botijões, o que tem agravado a falta do produto.”
Gisele afirma que, com a falta de gás na cidade, teve de recorrer a outros fornecedores, que cobram mais caro. Com isso, os botijões de cozinha que custavam de R$ 38 a R$ 42 antes da greve, agora saem por R$ 42 (retirada no depósito) e R$ 43 (entrega em domicílio). Dois outros depósitos, o Francano e o Finegás, também inflacionaram o produto por volta de 5%.
O Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) explicou, em nota, que está buscando botijões em outros Estados, o que causa “ocasionais aumentos nos preços”.
Dois depósitos, o Finegás e o Disk Gás Carlão já estavam com o estoque zerado na manhã de ontem. Nos dois locais, os clientes que procuravam gás entravam em uma lista de espera.
A dona de casa Dalva de Souza Afonso, do Recanto do Verde, é um dos francanos que encontraram dificuldades para comprar o produto. Ela já havia procurado botijões em dois depósitos, sem sucesso. “Meu gás já está acabando. Tenho fogão de lenha, mas é mais difícil fazer comida nele”, disse ela no início da noite de ontem, quando ainda não havia conseguido comprar o produto.
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