A última missa celebrada por Dom Pedro Luiz Stringhini como bispo de Franca deixou o Ginásio Poliesportivo cheio. Centenas de fiéis compareceram para se despedir do bispo da diocese. Foram 2h15 de celebração marcados pela emoção e muitas lágrimas. A cerimônia contou com a presença de todos os párocos da Diocese.
Dom Pedro foi recebido pelos fiéis com uma salva de palmas. Ele começou a missa agradecendo a presença de todos e lembrando seus três anos à frente das paróquias de Franca e região. Durante a homilia, fez de agradecer o carinho de todos e comparou sua despedida com a sua chegada. “Há três anos, eu estava aqui, neste mesmo ginásio, com vocês. Mas hoje é diferente. Há três anos, eu não conhecia ninguém. Hoje identifico os rostos da maioria de vocês. Foram três anos de convivência e carinho que fizeram com que grandes laços fossem criados.”
Ele ainda disse que esses dois meses de despedida não têm sido fáceis. “Tenho me emocionado com cada gesto de carinho. Vivo a tristeza dos que ficaram tristes e choro com os que choram. Nestes dois meses, tenho trabalhado para entender que a missão da igreja é assim. Até desobedeci o prazo canônico para tomar posse na nova diocese, mas agora preciso seguir minha missão”.
A missa que contou com a presença da irmã e de sobrinhos de Dom Pedro teve como ponto alto a leitura de uma carta de despedida escrita pelos padres da diocese e lida pelo monsenhor da Igreja Catedral, padre José Geraldo Segantin. Dom Pedro não se conteve e foi às lágrimas.
Em seguida, mais emoção. A pequena estudante Gabriele Sousa Trovo, de seis anos, prestou uma homenagem a Dom Pedro cantando uma música de despedida escrita por seu pai. “Eu estava muito nervosa, quase chorei. Eu amo o Dom Pedro não queria que ele fosse embora”, disse a menina. Durante a canção, de mãos dada com Gabriele, Dom Pedro de novo chorou.
“Não tem como não se emocionar com uma demonstração tão linda de carinho e amor”, disse.
O adeus de Dom Pedro foi feito ao som de palmas. Enquanto ele se retirava do Ginásio, os fiéis batiam palmas. Ao final da missa, ele se disse extremamente emocionado. “Essa é uma das despedidas mais difíceis da minha vida. Foram apenas três anos em Franca, mas foram três anos muito intensos. Nunca vou esquecer o que vivi aqui”.
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