Não se iluda


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As redes de televisão estão veiculando campanha de alerta a pais quanto ao conteúdo de programas e filmes que apresentam. De iniciativa governamental, a campanha é bem elaborada e mostra uma criança que, de posse de uma moto-serra de brinquedo, e devidamente caracterizada de violência, destrói objetos que estão à sua volta. É quando o locutor faz a chamada: ‘não se iluda. Há algumas coisas a que seu filho não deve assistir’.

Vê-se que o governo se preocupa com o aumento assustador da violência, alertando pais para uma realidade que não podem ignorar sob pena de defrontarem-se com problemas de formação de caráter que podem não ter solução.

Pais e educadores têm o dever de analisar e selecionar o que os seus filhos e alunos podem ver, enquanto fitas virgens a receber a gravação da informação educativa que lhes molde o homem de bem.

Sabemos que, ignorando tais preceitos, pais que, a pretexto de iniciarem seus filhos e filhas nos segredos do sexo, assistem juntos a filmes eróticos e até pornográficos, evidenciando, ou completa ignorância da inconveniência, ou ‘modernismo educacional’.

Então, o que fazer? A resposta é que proibir não é o melhor. A solução está no esclarecimento que educa. Falar de sexo com os filhos não é, absolutamente, falar nem exibir pornografia. É selecionar a solução, que, necessariamente, deverá vir acompanhada de fórmulas apropriadas, como, por exemplo, um diálogo franco e livre de tabus, no cumprimento da intransferível tarefa de orientar sobre sexo responsável, que sempre decorrerá de união responsável, porquanto afetiva. Que saibam os pais que de seus ensinamentos e, sobretudo, do seus exemplos dependerá o futuro feliz ou infeliz dos seus filhos, e, por conseguinte, deles próprios.

Na tentativa de contribuir para a solução de tão graves problemas, evocamos: que tal uma brincadeira, um joguinho compartilhado por todos os componentes do núcleo familiar? Evitar-se a exibição de cenas deseducativas. Tecer observações acerca de notícias sobre condutas inconvenientes. E o que dizer dos pequenos passeios pela cidade, ou de visitas oportunas a familiares e, mesmo, a pessoas enfermas, a lares de idosos geralmente tão carentes de ocasiões de manifestarem suas emoções represadas? Tudo isso é trabalhoso, mas é atitude que deve fazer parte das preocupações dos pais e representam o meio disponível para evitar-se que os filhos sejam ‘educados’ pela TV.

Esta, por sua vez, na qualidade de força divulgadora, deveria ser obrigada por lei a preocupar-se com a elevação da mentalidade do povo.

Nós, pais, não podemos postergar a obrigação de educar, nem transferi-la para outrem. A responsabilidade é nossa, exclusivamente nossa.

As leis divinas a a atribuíram a nós para que, na condição de pais, contribuíssemos para o desenvolvimento do sentimento de amor. Quem não ama seus familiares, não saberá amar ninguém.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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