Meditação


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Metáfora era minha ilha predileta. Eu costumava passar as tardes deitada no penhasco. Oitenta metros de mergulho profundo no Pacífico Azul. A relva verde em dois tons belíssimos como o som de gota de chuva batendo em lata d’água. O vento penteava o mato que de metro em metro paria minusculinhas flores em cores selvagens. O sol sem nuvens entrava no céu tal qual passista de escola de samba. As rochas tocavam apaixonada melodia sob o golpe das ondas chicoteando o concreto. Meu coração fazia-se ouvir percussionando no peito que de tanta paz permitia a respiração em profundidade. A mente livre de qualquer poeira de chaminé devaneava livremente em confabulações elucidativas.

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