Cai número de dependentes do Bolsa Família em Franca


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A coladeira Cristiane Pereira posa para a foto com os filhos Alberto e Antônio; ela pediu o benefício logo após seus filhos gêmeos nascerem
A coladeira Cristiane Pereira posa para a foto com os filhos Alberto e Antônio; ela pediu o benefício logo após seus filhos gêmeos nascerem

Franca é uma das dez cidades com menos famílias que recebem o Bolsa Família entre as 25 mais populosas do Estado de São Paulo, segundo dados deste mês do Ministério de Desenvolvimento Social. Na cidade, 7.611 famílias recebem o benefício, o que corresponde a 8,22% do total dos grupos familiares francanos e uma queda de 20% em dois anos. Especialistas creditam esta diminuição ao bom momento econômico da cidade.

Das 25 maiores cidades, Guarujá foi a que apresentou mais famílias dependentes da bolsa, com 20,29%, e Jundiaí, a que teve menos, com 5,75% (veja quadro nesta página). Em Franca, apesar de um aumento no número de beneficiários do programa de 2004 para cá (eram apenas 2,5 mil há oito anos), a tendência durante os últimos dois anos é de diminuição. Em 2011, por exemplo, eram 8.660 famílias beneficiadas contra 9.420 no ano anterior.

O secretário municipal de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, explicou que o decréscimo foi devido a uma melhoria econômica da população. “O município dá a oportunidade de os beneficiários não dependerem de benefícios públicos. É de responsabilidade da secretaria de Ação Social oferecer oficinas de habilidades, orientações socioeducativas, além de cursos de geração de renda, como o Ateliê da Família.”

O economista Luís Carlos dos Santos concorda com a avaliação de Roberto. “A classe industrial na cidade está em ascensão: o setor está mantendo a contratação de pessoal e não está demitindo. O comércio também passa por um momento muito forte, sem a menor dúvida. O fato de o número de beneficiados do Bolsa Família cair é um sinal de que a economia vai bem na cidade”, opina. O economista aposta na continuidade do bom momento econômico da cidade e, com isso, na diminuição de usuários do Bolsa Família.

Uma das beneficiárias na cidade é a coladeira de peças Cristiane Pereira, do Jardim Lima. Ela recebe R$ 164 de auxílio, que requisitou há três anos quando seus filhos gêmeos, Antônio e Alberto, nasceram. “Estava desempregada na época, e precisei comprar leite e fraldas para meus filhos. Hoje, ainda preciso do Bolsa Família, porque ganho pouco”, disse ela, que recebe R$ 740 de salário.

Com os R$ 164 que recebe todo mês, Cristiane compra frutas, danones e atualmente está quitando as prestações de um bicama para os gêmeos. “O Bolsa Família melhorou tudo na minha vida, ainda mais porque meus filhos não recebem pensão.”

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