Câmara Municipal mantém indicação política de diretores


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Jépy Pereira, líder do PSDB, cumprimenta Gilmar Dominici pela aprovação das contas: ‘Agora, eu pude exercer o sagrado direito de defesa’
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Terminou o período eleitoral. Não havia pressão no plenário. Diante deste cenário de tranquilidade, a Câmara de Vereadores voltou atrás em decisão tomada há três meses e rejeitou, em segunda votação, o projeto prevendo a realização de concurso para preencher o cargo de diretor das escolas da rede municipal de ensino. Com isso, a indicação para o posto continuará sendo de livre nomeação e exoneração do prefeito.

Desde o ano passado, um grupo de professores tenta emplacar o concurso como forma de escolha. Em 2011, num roteiro semelhante ao verificado agora, a proposta chegou a ser aprovada em primeiro turno, mas foi derrubada na segunda votação.

A história voltou a se repetir este ano. No dia 14 de agosto, um grupo de professores ocupou parte do plenário para pressionar os vereadores. A bancada governista tentou barrar a proposta. Primeiro, sugeriu, em vão, o adiamento. Como o clima não era favorável para rejeitar, os 12 vereadores presentes disseram sim.

Como se tratava de modificação na Lei Orgânica do Município, o projeto precisava ser levado novamente à votação em duas semanas. No dia 28, professores e diretores se confrontaram no plenário. Os primeiros defenderam a mudança, enquanto os colegas, evidentemente, discursaram pela manutenção do atual critério. Diante do impasse, os vereadores optaram por não entrar em polêmica na reta final da campanha e decidiram adiar a votação por 10 sessões. Ficou combinado que um plebiscito seria realizado nas escolas para os profissionais opinarem. Entre os entrevistados, 86,73% responderam que o melhor critério seria o concurso público.

A votação em segundo turno foi marcada para ontem. Havia apenas quatro professores no plenário contra cerca de 40 diretores, que se mantiveram em silêncio. O projeto, por alterar a Constituição Municipal, necessitava de 10 votos. O painel registrou sete votos favoráveis e oito contrários. “Infelizmente, os vereadores não respeitaram o acordo e votaram contra o resultado do plebiscito. Fizeram isso a pedido do prefeito eleito. Todos os diretores estavam presentes, mas os professores não. Gostaria de parabenizar os diretores pela união da classe”, afirmou Izilda Silva, presidente do Sindicato dos Professores.

Líder do prefeito na Câmara, o vereador Jépy Pereira (PSDB) disse que a manutenção do critério atual foi uma decisão correta. “O concurso permitiria, por exemplo, que uma pessoa lá de Manaus, sem vínculos com a nossa comunidade, pudesse assumir as escolas e com estabilidade. O modelo atual permite a troca caso os resultados não sejam satisfatórios.”

Ainda na área de Educação, a Câmara aprovou projeto de autoria de Joaquim Pereira Ribeiro (PSB) que institui o Programa “Férias com Merenda” nas escolas do município. Também foi aprovada, em primeiro turno, a proposta que implanta o Código de Defesa dos Animais em Franca.

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