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Luís Aurélio Prior, presidente da Santa Casa: “Estou fazendo tudo com muito cuidado, para não causar pânico”
Luís Aurélio Prior, presidente da Santa Casa: “Estou fazendo tudo com muito cuidado, para não causar pânico”

Mesmo com uma dívida de aproximadamente R$ 60 milhões e um déficit mensal de R$ 2,5 milhões, a Santa Casa está “sob controle”. A afirmação é do presidente da Fundação, Luís Aurélio Prior. Ele disse que as declarações do prefeito Sidnei Rocha assustaram, mas não vão desestabilizar os funcionários da Santa Casa. “A impressão é de que a situação está descontrolada e de que eu mandaria muitos funcionários embora após a demissão do superintendente, o que não é verdade”, afirmou.

Prior disse que a demissão do então superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, acarretará mudanças no planejamento da Fundação. Um novo organograma, inclusive, já está sendo elaborado pelo presidente. “Vamos modificar alguns processos e situações, que talvez resultem em algumas demissões. Mas não existe nenhuma lista de dispensa de funcionários. Não existe gente sobrando na Santa Casa para que haja mais demissões”, garantiu.

Uma das principais ações de planejamento de Prior diz respeito à diminuição de custos, sem comprometer, no entanto, os serviços administrativos e assistenciais. “Precisamos adequar os custos à realidade da Santa Casa. O máximo de custos que puder cortar, eu vou cortar. Talvez as mudanças de processos e de realização de serviços gerem uma economia muito maior que, de repente, demitir uma pessoa. O intuito é ter uma equipe preparada, desde o faxineiro até o diretor”, disse.

A exclusão do cargo de superintendente também faz parte do novo planejamento da Fundação, bem como a junção de alguns serviços e coordenações. “Não haverá um novo superintendente. Eu suprimi a figura do quadro de funcionários da Santa Casa. Já pessoas que estão em um setor e são qualificadas poderão ser remanejadas para outros. Estou fazendo tudo com muito cuidado, para não causar pânico e para não desestabilizar a instituição.”

O presidente ressaltou ainda que existem cargos vagos na instituição. “Para se ter uma ideia, estamos precisando de técnicos em enfermagem, que são profissionais cada vez mais difíceis de se encontrar no mercado. São cerca de 40 vagas de reposição. Não se trata, porém, de um aumento de quadro. São vagas que existem e precisam ser preenchidas.”

O novo organograma deve ser anunciado até o final do mês. “A única coisa que podemos adiantar é que não haverá, de forma alguma, aumento do quadro de funcionários. Está suspensa qualquer contratação da Santa Casa de aumento de quadro”, afirmou.
 

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