O sapateiro de 19 anos, do Parque do Horto, que estava pilotando a moto onde se encontrava Luís Roberto Prata Quintiliano, 17, o Toi-Toi, morto com um disparo de arma de fogo no dia 21 de outubro durante abordagem da PM, logo após seu depoimento, foi liberado. Na saída da DIG, ele deu entrevista exclusiva ao Comércio.
Comércio da Franca - O que aconteceu naquele dia?
Sapateiro - A gente tinha combinado de sair e acabou indo na casa de um amigo e depois ocorreu o incidente. Eu não queria parar, porque não tinha habilitação e vim embora para a minha casa. Eu simplesmente não prestei socorro. Não voltei por medo, porque já tinha alguns problemas pessoais em casa. Não compareci na delegacia e assumi o erro para o pai dele e esperei até o momento chegar, até hoje (ontem).
Comércio - Você queria se entregar?
Sapateiro - Eu me entreguei para o pai dele.
Comércio - Você conversou com o pai dele quando?
Sapateiro - No feriado que passou (2 de novembro). Eu cheguei nele e falei. Pedi para conversar com ele e falei o que tinha ocorrido, o que tinha acontecido e que quem estava com o filho dele era eu.
Comércio - Você o viu pegando a arma?
Sapateiro - Não, só ouviu um disparo.
Comércio - Você também ficou ferido?
Sapateiro - Fiquei, nas costas.
Comércio - Você não falou para ninguém?
Sapateiro - Não.
Comércio - Como você se curou?
Sapateiro - Normal. Foi só de raspão, mais nada.
Comércio - Como você ficou sabendo que o Toi-Toi estava morto?
Sapateiro - Meu cunhado me avisou. Ele recebeu a ligação e falou para mim.
Comércio - Nesta hora, como você ficou?
Sapateiro - Fiquei desesperado e fui direto para casa.
Comércio - Quando o Toi-Toi caiu no chão, você pensou em parar?
Sapateiro - Parei, olhei para trás, mas aí eu fui embora. Não consegui ficar.
Comércio - Como você está hoje?
Sapateiro - Muito ruim. Pensamentos muitos pesados. Não consigo dormir.
Comércio - O que você espera agora?
Sapateiro - Pagar pelo que fiz (silêncio). Mais nada.
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