A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) localizou ontem o piloto da moto onde estava o estudante Luís Roberto Prata Quintiliano, 17, do Jardim Cambuí, morto na tarde do dia 21 de outubro. Segundo a polícia, o adolescente foi atingido por um disparo de pistola, ao tentar pegar a arma de um soldado durante operação bloqueio da PM, no Leporace. O sapateiro RAJ, 19, do Parque do Horto, foi localizado na fábrica de calçados onde trabalha. Na sede da DIG, na presença do pai, ele confessou que fugiu por não ser habilitado.
“O setor de homicídios, através de investigações policiais e informações que foram sendo colhidas ao longo destas duas semanas, acabou chegando hoje (ontem) à identidade desde rapaz. Ele confirmou que era o condutor da moto no dia em que o adolescente acabou sendo baleado e morto”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
No depoimento que prestou, o jovem de 19 anos declarou que adquiriu a moto de um tio. No dia dos fatos, por não ter habilitação e os documentos estarem atrasados, ele tentou se evadir do bloqueio policial, o que acabou no disparo que vitimou Quintiliano e o feriu de raspão nas costas.
O sapateiro revelou ainda que fugiu com destino à sua casa. No trajeto, se envolveu em um acidente, fez acordo com o motorista e a polícia não foi comunicada. Cerca de meia hora depois, ele foi para a casa da namorada, onde um cunhado lhe contou que Quintiliano estava morto (leia mais nesta página).
Os dois, segundo o pai do sapateiro, eram amigos e um frequentava a casa do outro quase que diariamente. Para ele, foi uma surpresa saber do envolvimento do filho na ocorrência. Ele chorou pelo fato de o jovem não ter revelado antes o que ocorreu e, no dia da morte, ter comparecido na casa dos pais do amigo para prestar solidariedade como se nada tivesse ocorrido.
Após prestar depoimento, o sapateiro foi liberado. “No final do inquérito policial, após analisarmos as provas, não está descartada a possibilidade de tanto ele quanto o policial militar serem indiciados por homicídio culposo”, disse Murari, que aguarda laudos periciais para encerrar o inquérito.
O CASO
Quintiliano foi morto ao, supostamente, tentar pegar a arma de um soldado que participava de uma operação de trânsito no Leporace. A pistola teria disparado quando o jovem a segurava - a bala atingiu seu tórax. Os fatos ocorreram por volta das 16 horas do dia 21 de outubro. A ocorrência foi registrada como resistência seguida de morte.
O estudante era passageiro da moto cujo condutor fugiu e foi localizado ontem.
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