Bairro Cidade Nova sofre constante oscilação no fornecimento de luz


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O técnico em eletrônica André Luiz Pinto, 39, conserta aparelho queimado com a oscilação da energia
O técnico em eletrônica André Luiz Pinto, 39, conserta aparelho queimado com a oscilação da energia

A oscilação no fornecimento de energia vem causando a ira de moradores e comerciantes do bairro Cidade Nova. Os pequenos apagões, com duração média de 15 minutos cada, acontecem semanalmente, sem aviso ou qualquer motivo aparente, dizem os moradores.

O contador Jorge Alberto, 30, trabalhou por nove anos em um escritório na rua Prudente de Moraes e disse que esse problema era terrível, principalmente, quando acontecia perto do prazo máximo para declaração do Imposto de Renda. “Com o tempo limpo, do nada, caía a energia. Nós tivemos até equipamentos danificados. Perdemos dados e informações que estavam em servidores. Gerou um transtorno imenso para nós.”

Os problemas só diminuíram quando o escritório de contabilidade foi mudado para a avenida Presidente Vargas, no mesmo bairro. “Às vezes, a máquina apresentava defeito e ficávamos uma semana sem poder trabalhar. Estamos aqui (no novo endereço) há três meses e só tivemos interrupção no fornecimento por conta do mau tempo.”

A babá Ernestina Dias Fernandes, 75, que trabalha na rua Cósimo Traficante, comenta que a queda de energia acontece, normalmente, no período noturno quando vários aparelhos estão ligados. “Às vezes, acaba a força e dentro de uns 15 ou 20 minutos volta. Eu não ligo na CPFL, porque não compensa. Prefiro aguardar um pouquinho que logo ela volta.”

A atendente de uma loja de equipamentos de som para carros, Cristiane Vaz, 25, afirma que antigamente o problema era insuportável, mas diminuiu de intensidade nos últimos dias. “Teve uma época que (a ocorrência) era muito grande mesmo. O computador desligava e ligava em seguida. A gente perde tudo aquilo que estava fazendo. Pode até queimar a máquina.”

Se isso acontece, o jeito é chamar a assistência técnica. André Luiz Pinto, 39, trabalha há cinco anos em uma loja que conserta equipamentos eletrônicos. Ele explica que seu consumidor é fiel. “O pessoal dessa rua (disse apontando para a rua Prudente de Moraes) vive reclamando da oscilação da rede. Os televisores antigos e os videogames são os primeiros que queimam.”

Segundo o técnico, a maioria dos equipamentos suporta até 127 volts e, quando a energia cai e volta rapidamente, pode atingir um pico de até 140 volts e o aparelho não resiste. “Para consertar um (videogame) Playstation 2, por exemplo, eu cobro uns R$ 140. Essa oscilação de rede só é bom para nós.”

De acordo com uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), quando um equipamento sofrer qualquer tipo de dano por conta de oscilação no fornecimento de energia, o consumidor deve registrar a ocorrência junto aos canais disponíveis pela concessionária para atendimento (internet, telefone, visita pessoal ao posto de atendimento, entre outros), no prazo de até 90 dias, especificando os equipamentos danificados.

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