População homenageia familiares no Finados


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Homem presta homenagem a familiar morto durante visita ao cemitério Jardim das Oliveiras no Dia de Finados
Homem presta homenagem a familiar morto durante visita ao cemitério Jardim das Oliveiras no Dia de Finados

Celebrações, canções, rezas, velas e muitas flores. O Dia de Finados em Franca foi marcado pela presença maciça da população nos três cemitérios da cidade. Saudade, Santo Agostinho e Jardim das Oliveiras - o único particular do município - receberam por volta de 85 mil visitantes ao longo da sexta-feira. Enfeitados, os túmulos mostravam a lembrança de parentes e amigos que fizeram suas orações para aqueles que já se foram.

Este ano, os cemitérios municipais contaram com um sistema eletrônico de localização de túmulos. Cada cemitério tinha três computadores, que rastreavam o local dos jazigos pelo nome da pessoa falecida. Equipes da Prefeitura também estavam nos cemitérios para auxiliar o público. A Guarda Civil fez a segurança nos dois cemitérios das 6h às 19h de sexta-feira.

Todos os cemitérios realizaram missas em memória dos falecidos. Mas a lembrança do Dia de Finados também teve a participação de outras religiões. No Santo Agostinho, além dos católicos, havia um grupo de jovens da Igreja do Evangelho Quadrangular. Com violões, eles cantavam música de louvor nos corredores do cemitério.

“Começamos a fazer isso no ano passado. No dia de Finados nós nos reunimos aqui no Santo Agostinho e cantamos durante o dia todo. Nosso trabalho de evangelização traz canções para confortar as pessoas que perderam um ente querido. Também lembramos que a dor é passageira, e que Jesus Cristo se sacrificou e morreu na cruz por nós”, disse Aline Silva, uma das integrantes do grupo.

O aposentado José Felício Pires Filho levou um vaso de crisântemos a um dos túmulos do Santo Agostinho. Junto a ele estavam a mulher, Santilia Maria Cintra, e a filha, Ivone aparecida Carrijo. “Meu cunhado, meus pais e meu neto estão enterrados aqui. Dia de Finados é sagrado, nunca deixamos de vir”, disse.

Há 45 anos sem o pai, 35 sem a mãe e 22 sem a irmã, a aposentada Maria das Dores Carrijo Quintanilha escolhia flores na manhã de sexta-feira para levar aos túmulos dos familiares no cemitério da Saudade. Emocionada, Maria disse que sente até hoje a dor da perda dos entes. “É difícil até hoje. Eu venho, lavo os túmulos, encero. Faço orações, acendo velas na capela. Todos os anos estou aqui. A gente nunca esquece da nossa família. Até hoje eu choro de saudades deles. Mãe é uma coisa muito importante na nossa vida. Sinto uma falta imensa da minha mãe”, afirmou.

Matilde de Castro, Renata Boto e Odete Boto já faziam suas orações desde a entrada do Cemitério da Saudade. Carregando vasos de flores, as três visitaram diversos túmulos. “Fazemos isso todos os anos. Visitamos pais, avós e outros parentes. É uma homenagem e uma lembrança”, disse Renata.

OLIVEIRAS
Vera Lúcia dos Santos frequenta todos os anos o cemitério Jardim das Oliveiras. É lá que estão enterrados o pai e o irmão. Há dois anos, porém, Vera tem a companhia da filha, Tuane Cintra, nas visitas do Dia de Finados. Com flores e vasos em volta de um túmulo, Vera falou da tristeza e da saudade que sente do marido, morto em um acidente em 2010. “O mais triste é vir visitar o meu marido. É ruim demais perder uma pessoa que você ama. Mas não há o que fazer, o jeito é se conformar. É difícil até falar o que eu sinto”, disse.

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