Cultura: rua Simão Caleiro vira palco e vitrine para vários artistas


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Artista se apresenta no Corredor Cultural da Simão Caleiro, interditada com autorização da prefeitura
Artista se apresenta no Corredor Cultural da Simão Caleiro, interditada com autorização da prefeitura

O marasmo característico das tardes de domingo, em plena área central de Franca, tem sido quebrado por uma mistura de ritmos, música, cores e poesia. O batuque, os acordes do violão e o coral improvisado dos artistas são o convite para avisar que quem chega é bem-vindo ao Corredor Cultural da rua Simão Caleiro, entre as ruas Campos Salles e Major Claudiano. Foi assim que no último domingo, dia 28 de outubro, quando aproximadamente 500 pessoas atenderam ao chamado e fizeram do trecho de um quarteirão uma festa cultural ao ar livre, com direito ao sol como holofote das atrações.

De acordo com o idealizador do evento, o produtor cultural Murillo Aleixo, a segunda edição do Corredor Cultural - que estreou em setembro deste ano - começou às 15h e se estendeu até 21h30. Com a via interditada, mediante autorização da Prefeitura de Franca e a concordância dos vizinhos, Ângela Maria Pimenta abriu o evento com cantos indígenas. Na sequência, Alexandre Magno recitou poesia sobre o Corredor Cultural. Estiveram presentes também a banda Três Marias & Flamenco Andaluzes; Núcleo Artiloka com pintura facial e circo; o músico Tiago Leitônez; a banda Quintal do Poeta; Bizu com MPB e Bossa Nova; Andarilhos da Luz; Marina Kaluf com palhaços; saxofone com Rafael Mantovani; Cine Clube, com documentário sobre a questão indígena dos Guarani-Kaiowá - Mbaraka A Palavra que Age -, rap com T Black Instituto Periférico (Dubhip-hop) e E.D.S Crew (breaking).

Murillo disse que, de uma edição para outra, as atrações dobraram e o mesmo aconteceu com o público. “Estamos surpreendidos com a aceitação. Recebemos muitas palavras de incentivo para não deixar o projeto morrer.”

E, se depender dele e dos organizadores que mantêm o Corredor Cultural, isso não deve acontecer tão cedo. Prova disso é a agenda de compromissos no intuito de reunir e expandir as manifestações culturais e apresentar os novos artistas de Franca e região. No próximo domingo, das 9 às 15 horas, integrado ao Festival Fora d’água (leia mais sobre esse evento abaixo), acontece o terceiro encontro no Corredor Cultural que será mais voltado para crianças, resgatando brincadeiras antigas como ciranda, bola de gude, cantigas, entre outros.

Assim como nos últimos encontros, haverá área de alimentação. “Água e frutas são gentilmente cedidos por empresas que acreditam neste projeto para serem distribuídas ao público”, revela Murillo. Não é vendida bebida alcoólica no local. Os artistas participantes recebem também gratuitamente um lanche natural.

Murillo conta que a rua Simão Caleiro foi escolhida por ter vários estabelecimentos comerciais que promovem arte e cultura. No trecho existe uma escola de música, uma livraria, uma loja de brinquedos pedagógicos, uma loja de arte sustentável e decoração e um espaço cultural onde são ministrados cursos de fotografia, teatro e leitura de contos.

Os interessados em integrar os projetos do Corredor Cultural podem ir até a loja Casa Azul, que fica na rua Simão Caleiro, e efetuar gratuitamente a inscrição.

FESTIVAL
Franca vai sediar pela primeira vez o Festival Fora d’Água de Artes Integradas de 10 a 15 de novembro em sete pontos diferentes da cidade. Ao todo serão 25 atividades culturais diversificadas. Haverá música, teatro, dança, vídeo, ocupação urbana, artes plásticas, além de oficinas gratuitas, com parcerias entre artistas e grupos de Franca e região. O evento é gratuito e acontece no Teatro de Bolso, Senac, Teatro Pestalozzi, Corredor Cultural da Simão Caleiro, no Calçadão de Franca, no IPRA e no Teatro Judas Iscariotes.

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