O sinal de igual na equação da vida


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O feriadão prolongado deste final de semana começou pelo Dia de Finados, que existe para que as pessoas não se esqueçam dos entes queridos que já partiram para o plano espiritual. Cabem aqui, porém, duas importantes reflexões. Primeiro, que seria bem melhor ter homenageado a pessoa, diariamente em vida, sentindo agora a consciência leve e tranquila. Como pede aquele sambista em sua música, o que tiver que ser feito que façam agora, em vida, pois quando se chamar saudade, é só lembrança e nada mais. Outra lição que a morte nos transmite é que ela golpeia tanto o casebre do pobre como o palácio do rei, conforme disse Horácio. Muitos se julgam superiores por fama ou bens materiais que possuem, esquecendo-se que tantos reis poderosos, empresários bilionários ou artistas famosos também se foram e vão sendo esquecidos com o passar do tempo, nada mais restando, a não ser suas boas obras enquanto aqui estiveram, de passagem. Para quem crê, a morte não é nada, apenas o nascer para uma existência eterna. O mais importante é saber que ninguém por mais poderoso ou rico que seja ficará aqui um segundo a mais, além do tempo que Deus determinou. E sua grande justiça se confirma na frase feita por Malba Tahan, quando disse: “A morte nada mais é do que um sinal de igual na equação da vida”!
 

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