Uma família da zona Norte passou a tarde de terça-feira e o início da manhã de ontem de luto e chorando pelo morto errado. O corpo havia sido reconhecido por parentes no IML (Instituto Médico Legal) como sendo de um rapaz que está desaparecido, mas quando o corpo estava sendo preparado para o velório, quando o erro foi anunciado.
A família tomou conhecimento da morte de um homem branco, cabelos lisos e pretos, de 1,70m de altura, magro, aparentando de 35 a 38 anos, e imaginou que poderia se tratar de um de seus integrantes, que está desaparecido e é usuário de drogas. Na terça-feira, início da tarde, um dos irmãos do desaparecido, acompanhado de uma tia e da mãe, esteve no IML. Os parentes não tiveram dúvidas: era o parente deles. O choro e a tristeza tomaram conta de todos.
Orientados pelos funcionários do Instituto, a família esteve no 2º DP, onde foi elaborado o auto de reconhecimento. Com o documento em mãos, o irmão voltou ao IML, que providenciou o atestado de óbito. Como era necessário aguardar a assinatura do médico legista para liberar o atestado, os familiares procuraram a Funerária Santa Bárbara. Disseram não ter condições financeiras para arcar com a preparação do corpo, o que poderia prolongar o velório até ontem, e queriam realizar o sepultamento ainda na terça-feira.
Porém, o Cemitério Santo Agostinho recebe corpos para sepultamento até as 16h30 e como o atestado foi assinado por volta das 16 horas não haveria tempo para a realização do velório e enterro no mesmo dia. A opção foi realizar o funeral ontem.
A DESCOBERTA
A retirada do corpo do IML ocorreu no início da manhã de ontem. Ele foi levado para a funerária, de onde seguiria para o Cemitério Santo Agostinho, local em que amigos e parentes aguardavam para o velório.
O irmão do suposto morto, acompanhado do padrasto, foi até a funerária para pegar a documentação que seria apresentada no Cartório de Registro Civil para a emissão da certidão de óbito. O padrasto pediu para ver o corpo e de imediato disse que não era o enteado, porque o defunto não tinha tatuagens (aranha, no braço esquerdo, e um dragão, nas costas) como o desaparecido.
O corpo voltou para o IML e o caso foi registrado no 2º DP, que deverá apurar responsabilidades. A polícia não divulgou o nome da família e o morto continuará à espera de reconhecimento (leia mais nesta página).
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