‘CSI real’ tem vagas abertas em São Paulo; salário ultrapassa R$ 6 mil


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 Edmílson Martins e Fernando Guimarães, peritos criminais em Franca
Edmílson Martins e Fernando Guimarães, peritos criminais em Franca

Desvendar crimes a partir de evidências, buscar provas e recriar o que aconteceu. Essas são algumas das características do cargo de perito criminal, profissão que está com 56 vagas para serem preenchidas através de concurso público. O salário inicial é de R$ 6.709,32 e as inscrições podem ser feitas até 12 de novembro no site www.vunesp.com.br. A carreira ganhou mais visibilidade nos últimos anos com a produção de séries televisivas como CSI (Crime Scene Investigation), Bones e Law and Order.

O certame para peritos não é regionalizado, ou seja, não há vagas previstas no edital para cada uma das cidades de São Paulo onde haja IML (Instituo Médico Legal), Instituto de Criminalística ou um Núcleo da Polícia Científica.

Após a realização do concurso, os candidatos que tenham passado serão alocados onde houver vagas. Em Franca, são dez peritos trabalhando hoje, mas segundo Edmílson Martins, perito criminal há 20 anos, a demanda da cidade é de, pelo menos, 15 profissionais nessa área, ainda mais que alguns dos peritos locais estão prestes a se aposentar. A cidade atende outros nove municípios: de Batatais até Rifaina, a jurisdição é do IML de Franca, que tem, em média, 15 casos por dia.

O trabalho de um perito é abrangente e eles atuam em diversas áreas (acidentes de trânsito com vítima, assassinatos, falsificações, entre outras) e o objetivo da perícia é usar técnicas de observação e alguns equipamentos tecnológicos para solucionar os casos.

O trabalho geralmente começa na cena do crime, mas não termina ali. As evidências descobertas são levadas ao laboratório e ajudam, ao fim da investigação do perito, a compor o laudo pericial, que entregue ao poder judiciário pode ajudar a condenar ou absolver um suspeito.

O perito Edmilson Martins tem pós-graduação em entomologia, a ciência que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem. “Em um corpo encontrado há mais de 48 horas, por exemplo, é difícil que o legista possa ajudar a descobrir alguma coisa, pois o organismo entra em um estado de putrefação irreversível. E aí que entram as técnicas do entomologista”, explica. De acordo com o inseto encontrado, pelos padrões da biologia, é possível saber há quantos dias a morte aconteceu e, assim, de acordo com Edmílson, descartar ou incluir novos suspeitos.

Mas não é apenas em casos de morte em que os peritos trabalham. Fernando Guimarães, por exemplo, perito em Franca há 11 anos, faz a metalografia (descobre se houve adulteração em armas e veículos) em casos em que ela é necessária.

PARA CONCORRER
Para concorrer a uma vaga de perito, o candidato deve ter, pelo menos, 18 anos, habilitação na categoria B e graduação em algumas das áreas previstas no edital - disponível no site www.vunesp.com.br -, tais como administração, ciências da computação, físicas e biomoleculares, engenharia, entre outras. As inscrições podem ser feitas até o dia 12.
 

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