Sidnei ataca deputados: 'O trabalho dos 3 é muito ruim'


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 Foto de arquivo mostra o atual prefeito Sidnei Rocha e o eleito Alexandre Ferreira, durante votação do primeiro, no Colégio Champagnat, no 1º turno das eleições municipais
Foto de arquivo mostra o atual prefeito Sidnei Rocha e o eleito Alexandre Ferreira, durante votação do primeiro, no Colégio Champagnat, no 1º turno das eleições municipais

Esqueça o Sidnei Rocha (PSDB) paz e amor da propaganda eleitoral. Durante os três meses de campanha, o prefeito evitou polêmicas e escolheu as palavras. Fazia parte da estratégia para eleger Alexandre Ferreira. No dia seguinte à vitória do pupilo, nenhuma palavra. “O dia é dele” - se limitou a dizer. Ontem, Sidnei quebrou o silêncio e voltou a falar. Falou como nunca. Numa entrevista exclusiva à rádio Difusora, ele soltou o que estava entalado na garganta e criticou adversários e aliados. Foram 97 minutos de artilharia pesada. O maior alvo foram os deputados Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) e a direção da Santa Casa. Também criticou Marco Ubiali (PSB) e desprezou o apoio recebido do médico no segundo turno. “Falei as verdades que precisam ser faladas”, disse ao final.

O prefeito participou ao vivo do programa A Hora da Verdade apresentado por Everton Lima. Participaram da entrevista o jornalista Corrêa Neves Júnior e o comentarista Fábio Cruz. Diferente do que possa parecer, Sidnei Rocha estava calmo e bem humorado. A vitória pessoal obtida nas urnas ao eleger o sucessor fez bem e o deixou à vontade para falar o que pensa. Ele comemorou o resultado das eleições, falou dos desafios que serão enfrentados pelo próximo prefeito e afirmou que a política em Franca precisa passar por processo grande de transformação. Os melhores momentos da entrevista serão publicados em uma reportagem especial na edição deste próximo domingo do Comércio da Franca.

Sidnei pela primeira vez falou sobre o resultado das urnas e afirmou que a vitória de Alexandre foi merecida. “Fiquei admirador dele pelo trabalho, dedicação e esforço.” O prefeito afirmou que sairá de cena no dia 31 de dezembro e que a responsabilidade do próximo governo será total de Alexandre. “Não tem nada de governar a quatro mãos. Não quero ser aquela pessoa que pega carona no bom e que corre do ruim. Estarei à disposição o tempo todo quando ele precisar, mas só vou dar palpites se ele pedir.” Foi o único momento de calmaria. Em seguida, o “terremoto Sidnei” começou a fazer estragos.

Ao responder sobre o que vai fazer quando concluir o mandato, o prefeito apertou o gatilho da metralhadora de críticas. Os primeiros a serem atingidos foram Engler, Gilson de Souza e Ubiali. O primeiro ignorou a campanha do PSDB, enquanto o segundo apoiou a principal adversária de Sidnei. Ubiali foi aliado no segundo turno. “Não tenho plano quando sair da Prefeitura. Tenho só um plano: vou desmistificar estes deputados de Franca, todos. É só enrolação, embromação e outdoor. O trabalho dos três é muito ruim. Não fizeram nada para ajudar.”

Sidnei afirmou que a renovação ocorrida na Câmara de Vereadores e na Prefeitura também precisa acontecer na Assembleia Legislativa e Câmara Federal. “Minha primeira missão foi tirar Franca do buraco. Agora, é tirar Franca da mentira, da enrolação. Deputado que usa aquela campanha (voto nosso) deve trabalhar por Franca e não para Santa Bárbara D’Oeste (um dos redutos eleitorais de Engler). Ou trabalhe por Franca ou caia fora.”

Em seguida, Sidnei foi perguntado se aceitaria eventual convite para ocupar alguma secretaria no governo do Estado. Na resposta, deixou claro mais uma vez qual será sua ocupação a partir de 1º de janeiro. “Se não for uma coisa consistente (no governo), eu vou ficar perturbando a vida dos deputados.” O prefeito não confirmou uma candidatura para deputado. Mas também não descartou. “Não é minha praia, mas o partido vai pressionar.”
 

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