Temos novo prefeito. E após debates, exposições de projetos, movimentação da mídia, opinião popular, entramos numa etapa intermediária entre as propostas e o exercício efetivo do Executivo. Conforme diz um bom amigo de Brasília, ‘agora é época dos balanços, das cobranças, das perguntas e dos diagnósticos entre ganhadores e perdedores do segundo turno’, para nós em Franca, especialmente.
É hora também de as autoridades voltarem a pensar o Brasil como um todo independente de partido e suas divisões, é hora de esfriar a cabeça, pois a vida continua apesar de tudo. Tivemos em Franca um pleito tranquilo e uma demonstração, até mesmo aos países mais civilizados, de como podemos eleger nossos representantes no executivo e no legislativo sem grandes conflitos, salvo esta ou aquela frase de efeito, este ou aquele sarcasmo ou provocação; é natural e salutar que assim seja.
É preciso pensar que acima da retórica pesa a responsabilidade de governar uma cidade pujante, com mais de 320 mil habitantes, mas com problemas de ordem geográfica (estamos distantes da Anhanguera, mais com ares de ‘região administrativa’ de uma porção mineira que uma sub-região paulista), de ordem logística (por isto mesmo o porto seco em andar de carruagem e o aeroporto quase às moscas), desacertos culturais de qualidade e peso (à exceção do Sesi), sociais, educacionais, área da saúde municipal, segurança etc.
Não podemos ainda nos esquecer de que para nós, francanos, tudo que de nosso interesse, politicamente falando, ocorre no município; e este tem sido ultimamente o mais sacrificado, principalmente na distribuição da centralizada arrecadação de impostos, fazendo com que a peregrinação a Brasília seja quase um fenômeno religioso que acontece algumas vezes por ano.
Portanto, é hora de voltar ao planejamento, de refazer alianças, de pensar estratégias, de pesquisar a vontade do povo que já manifestou democraticamente sua preferência e esperança nas urnas.
Tutto si muove, o que não é diferente na política. Aliás, principalmente na política que deve fazer de sua dinâmica uma força que produza sinergia envolvendo o bem-estar dos cidadãos.
Apoiei a candidata derrotada, mas isto não me é obstáculo algum de, como homem livre, desejar ao Alexandre Ferreira, nosso novo prefeito, a melhor das gestões, sucesso em seus empreendimentos, ponderação nas decisões, no melhor estilo do ‘calar para ouvir, ouvir para pensar, pensar para agir, agir para acertar.’
Assim estaremos tranquilos como cidadãos, em nossos lares, locais de trabalho, nas ruas e logradouros públicos. Porque sem isso, não sobrevivem autoridades políticas, as instituições públicas e privadas, a mídia, o comércio e a indústria, e nós próprios – os cidadãos.
Everton de Paula
Professor e escritor
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