Triplica a contratação pela construção civil em 10 anos


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Imagem de arquivo mostra pedreiros em construção: mão de obra especializada é escassa
Imagem de arquivo mostra pedreiros em construção: mão de obra especializada é escassa

Com cada vez mais cons-truções de condomínios, prédios e casas em Franca, as contratações pelo setor de construção civil na cidade mais do que triplicaram em 10 anos. De acordo com informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram 785 contratações de janeiro a setembro de 2003. Já no mesmo período deste ano, o número passou para 2.697, indicando um aumento de 243%. O saldo de funcionários (admissões menos demissões) também melhorou. Em 2003, era negativo (-109 vagas) e este ano está positivo, com 507 vagas.

Para a engenheira civil Camila Carrijo Lutfala de Castro, a expansão percebida no setor de construção civil deve-se, principalmente, ao programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida. A construtora CV Lopes acrescentou, por meio do seu setor de Recursos Humanos, que a legalização de pequenos construtores e a expansão da cidade, aliada ao déficit imobiliário, também podem ser citados como fatores responsáveis pelo maior número de contratações.

Ao mesmo tempo em que as admissões dispararam, o número de desligamentos também aumentou. Foram 894 demissões de janeiro a setembro de 2003, e, dez anos depois, elas haviam crescido 244%, chegando a 2.190. Para José Humberto Galvão, proprietário da empresa de locação de equipamentos para a construção civil Locbem, as demissões estão relacionadas à qualificação da mão de obra.

A sua empresa, que emprega nove funcionários, também presta serviços de instalações hidráulicas. São 20 a 30 obras em andamento, com uma média de quatro trabalhos concluídos ao mês. “Eu não contrato mais funcionários porque está faltando mão de obra qualificada. Eu teria condição de realizar muito mais obras do que realizo atualmente, por causa de falta de mão de obra. E as demissões no setor podem ocorrer porque o funcionário contratado não consegue desenvolver o trabalho.”

Camila afirma que outra causa para o alto número de demissões é o caráter temporário das construções civis. “Nós temos um prazo para realizar determinada obra, aí contratamos. Quando a obra acaba, às vezes não temos como realocar o funcionário contratado, e o demitimos.”

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