Jovem é encontrada morta em terreno baldio no Jd. Integração


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Há duas semanas, treminhão tombou na vicinal que liga Pedregulho a Buritizal, matando o motorista Edson José de Oliveira
Há duas semanas, treminhão tombou na vicinal que liga Pedregulho a Buritizal, matando o motorista Edson José de Oliveira

Em um ano, nove pessoas morreram em seis acidentes envolvendo caminhões e carretas do setor canavieiro nas rodovias e estradas da região de Franca. Devido à grande quantidade de acidentes, os motoristas que transitam pelas rodovias com frequência tentam “fugir” dos chamados “treminhões” (caminhões com mais de duas carrocerias que transportam cana).

A tragédia mais recente aconteceu no último dia 15, quando o motorista Edson José de Oliveira, 35, morreu ao perder o controle do treminhão carregado que dirigia. O veículo tombou em uma curva, esmagando Oliveira. O acidente foi por volta das 15 horas, na rodovia vicinal Antônio Rios Quércia, que liga Pedregulho a Buritizal.

Outros dois acidentes chamaram a atenção por terem acontecido exatamente no mesmo local: a ponte sobre o rio Santa Bárbara, próxima à usina Cevasa, em Patrocínio Paulista. Em 4 de outubro do ano passado, o motorista Wilson José Pessoa, 55, morreu quando o seu treminhão, carregado com 97 toneladas de cana, arrebentou a defensa da ponte e caiu no rio. O outro acidente aconteceu último dia 30. O motorista Newton César Branco, 41, se dirigia à Cevasa para descarregar sua carga de cana, quando bateu em uma mureta da ponte e caiu, morrendo na sequência.

Patrocínio Paulista é a cidade responsável pela ponte. De acordo com informações do engenheiro da Prefeitura do município, Giovani de Souza, a mureta da ponte sobre o Santa Bárbara ainda não foi consertada. Ele disse ainda que não há previsões para qualquer alteração no trecho.

O vendedor Donizete Moreira é um dos motoristas assustados com caminhões e carretas de cana. “Quando estou na estrada, dirijo sempre atento a esses caminhões. Nas áreas onde eu sei que muitos veículos desse porte transitam, eu procuro diminuir a velocidade”, conta.

“É de dar medo, sim. Sempre os ultrapasso ou mantenho distância deles”, afirmou o representante comercial Everton Pereira, que viaja sempre. Ele acredita que os acidentes poderiam ser evitados com a diminuição do comprimento dos caminhões e carretas.

Polícia Rodoviária
O tenente Cláudio Ferreira da Silva, comandante do Pelotão da Polícia Rodoviária de Franca, explica que a fiscalização dos veículos que transitam pelas rodovias estaduais se dá diariamente, tanto de dia como de noite. Ele ressalta, no entanto, que não existe muita diferença entre a fiscalização de caminhões canavieiros e outros veículos.

“Os motoristas de veículos desse porte precisam tomar mais cuidado ao dirigir, sim, mas ele deve, como todos os outros que passam pela rodovia, respeitar a velocidade e a legislação de trânsito”, explica. O tenente disse que a fiscalização inclui a conferência dos documentos do caminhão e do condutor e o estado geral do veículo.

Cláudio acrescenta que uma licença especial é exigida quando o caminhão excede o comprimento permitido pelo Código de Trânsito. “No caso das rodovias estaduais, quem fornece a permissão é o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Nós fiscalizamos se o caminhão tem licença ou não, mas não costumamos encontrar irregularidades”, diz.

Procurada, a Polícia Militar de Franca não quis se pronunciar sobre a fiscalização de caminhões em rodovias municipais.
 

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