O empresário João Paulo de Moraes Pedroso está planejando se mudar para uma nova casa daqui a alguns dias, junto com a sua noiva, Tatiana Barbosa. A casa, localizada na Vila Raycos, era da avó de Tatiana, que faleceu há aproximadamente um mês e meio. A mudança para a nova casa, no entanto, só se tornou possível após a visita de um biológo da Prefeitura de Franca. Isso porque cerca de 10 mil abelhas habitavam um vaso no quintal da casa há mais ou menos um ano.
“Perdemos muita mobilidade. Queríamos capinar o quintal para não atrair bichos, mas não podíamos fazer nada com as abelhas aqui. Também não podíamos trazer crianças, pelo perigo”, disse.
O problema começou a ser resolvido na última terça-feira. João Paulo estava procurando havia três semanas alguém para retirar as abelhas quando descobriu que o serviço era oferecido gratuitamente pela Secretaria de Desenvolvimento. Soube também que ele não era o único “incomodado” com a presença de abelhas nas residências.
De acordo com o biólogo Célio Augusto Pereira Rodrigues, responsável pela apicultura da Secretaria de Desenvolvimento, a Prefeitura não dá conta de atender a todos os chamados que recebe. Normalmente, no período de julho a novembro, há pelo menos uma queixa por dia.
“A enxameação acontece por dois motivos. O primeiro é quando a colmeia está superpovoada e o segundo quando faltam alimentos nela. As abelhas então migram com o objetivo de formar colmeias em outro lugar”, explica. As abelhas na cidade são todas africanizadas (cruzamento de europeias com africanas), espécie que tem como característica enxamear com mais facilidade, segundo Célio.
O biólogo conta que só existe um método para a retirada de abelhas. É preciso jogar fumaça na casa delas, para que fiquem menos agressivas e deixem a colmeia. O próximo passo é retirar os favos de mel e atrair as abelhas para uma nova caixa. Uma vez dentro da caixa, as abelhas têm duas opções: se instalar na caixa para fazer nova colmeia ou procurar outro local.
O biológo - que também é apicultor - esteve na futura casa de João Paulo e Tatiana na terça, acompanhado pelo estagiário e estudante do Colégio Agrícola Leonardo Nunes de Castro. Antes de realizar os procedimentos, ele alertou todos os vizinhos para que fechassem portas e janelas. Ao transferir as quadras de mel do vaso para a caixa, deixou as abelhas no quintal por mais dois dias. Na quinta-feira, voltou e levou a caixa com as cerca de 10 mil abelhas que moravam no vaso para o apiário municipal, que fica na rodovia Felipe Calixto, ligação entre Franca e Ribeirão Corrente.
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