Quem é que cuida?


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Vândalos depredaram esta semana, várias luzes de sinalização da pista do Aeroporto Lund Presotto

O aeroporto francano tem estado às moscas já faz muito tempo. Pelas mais diferentes razões, empresas aéreas desistiram de trabalhar na cidade: baixa demanda de passageiros, altitude produzindo névoa pela manhã, falta de equipamentos adequados no aeroporto e, especialmente, estatísticas de base técnica, comercial e mercadológica capazes de provar sobre a real demanda pelo serviço.

Há, então, sub-utilização da pista que aeroviários experientes sempre consideraram de boa qualidade. O Daesp - Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo sinalizou, no início deste ano, tentativa de reerguer o ‘Lund Presotto’.

Abriu concorrência para reformar e ampliar. A Val Rocha, empresa francana, vencedora da licitação, iniciou em maio, obras de adequação da pista de rolamento, novo estacionamento de veículos, construção de turn around (área de giro na cabeceira) e expansão do pátio de estacionamento de aeronaves, com prazo previsto para seis meses. Esse tempo expira mês que vem, novembro. Sinalizou o órgão que também licitaria outra obra, a ampliação do terminal de passageiros, dos atuais 600 metros quadrados para 1,4 mil metros quadrados, e estabeleceu prazo de término para maio de 2013.

Bem. As obras iniciais continuam. Sem movimento, exceção aos vôos do Aero-Clube (escola de aviação que loca hangares e a pista de pousos e decolagens) e de raras aparições de aeronaves que conduzem políticos e empresários, tudo continua em banho-maria e, assim enderia em continuar.

A curiosidade acendeu forte porque a rádio Difusora foi atrás de informações sobre depredações de fontes de iluminação da pista do aeroporto. Aliás, com respeito ao aeroporto francano, não consta que o Daesp mantenha, em Franca, logística de cuidados, manutenção e segurança capaz de preservar seu patrimônio e mantê-lo operacional. A encarregada do campo de pouso, Deise Lopes, ouvida pela reportagem, surpreendeu: problemas do tipo são frequentes.

Como? Aquilo lá é dinheiro público! Ela também disse que, sozinha, não tem como fiscalizar a área do aeroporto, que é grande. Tem razão. Liguei à Prefeitura. Lá, uma fonte me garantiu: ‘não temos nada a ver com o Aeroporto’. Bombeiros? Só são acionados para operarem quando de pousos e decolagens e na ocorrência de acidentes.

Parece tudo estranho ou escapa-me algo? Trocando em miúdos, o aeroporto francano é patrimônio público, dinheiro do povo alocado em uma instalação estratégica monitorada pelo sistema Cindacta. Pode ficar assim, ao Deus dará? Quanto a esses que destróem só por destruir, não consigo entender o que é que têm no lugar do cérebro.

CENAS DO COTIDIANO
Cidadã foi com a mãe, esta semana, finalizar detalhes para um empréstimo de R$ 5 mil. Sacado no caixa da instituição financeira no ambiente protegido por biombos exigidos por lei municipal francana, o valor foi para a bolsa da moça. Na cabeça, o sonho: comprar uma motocicleta, que pagaria à vista. Antes de irem à concessionária, resolveram, mãe e filha, entrar em uma loja de celulares na Estação. Interior da loja, um indivíduo bem vestido que tinha acabado de entrar foi direto à moça, apontou-lhe revólver ao rosto e anunciou: “passe-me o dinheiro que está ai na sua bolsa. Ela pegou o pacote e lhe deu. O cara também foi à bolsa da mãe e, sob ameaça, levou R$ 60 que ela portava. Saiu calmamente, aboletou-se em uma Titã preta, sem placa - havia, no lugar, um decalque na cor ‘pink’ – e desapareceu. Onde, a falha? A moça e sua mãe, felizes pela liberação do dinheiro, falaram mais do que deviam sobre o recurso disponível para a compra de moto e o bandido, sempre de tocaia, viu a chance e a oportunidade? Ou será que, no banco, o biombo não cumpriu sua função e deu origem a mais uma operação ‘saidinha’? Caso um ou outro, mantenha sua atenção desperta. Como disse a entristecida moça, “foi agora que a ficha caiu. Sem moto e com dívida alta para pagar”...

EM RIBEIRÃO
Alexandre Tabah, ex-sócio fundador e ex-gestor do Shopping do Calçado de Franca, corre para terminar preparativos e inaugurar, em Ribeirão Preto, empreendimento do tipo. Será em meados de novembro. O projeto deveria ter saido do papel há pelo menos dois anos. Após deixar a sociedade que mantinha com Joseph Salloum em Franca, Alexandre adquiriu área em Ribeirão e começou a tocar os preparativos iniciais. O Ministério Público do Meio Ambiente embargou detalhes e, extensa burocracia cumprida, a obra só andou para valer este ano. O resultado é uma construção de mais de 5 mil metros quadrados em terreno que comporta várias ampliações em plena Via Anhanguera, já tomado por dezenas de lojas de calçadistas de Franca e Jaú. E eu soube: a cidade, representada por autoridades e entidades, sentiu-se prestigiadíssima.

Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br 

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