A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca informou que irá acompanhar as investigações sobre a morte do estudante de 17 anos que foi atingido por um disparo acidental durante uma blitz da Polícia Militar, domingo, 21, no Jardim Portinari.
De acordo com o coordenador da Comissão de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da OAB, Henri Antônio Leonel, o objetivo desse acompanhamento não é ajudar nas investigações da Polícia Civil, mas estudar o caso desde sua apuração até o julgamento. “Queremos fazer o acompanhamento do caso, para trazer um paradigma a ser estudado pela Comissão.”
Os resultados serão encaminhados para as esferas estadual e federal da Ordem e servirão, segundo Leonel, para fundamentar situações semelhantes que venham a acontecer no futuro.
Segundo o advogado, esse tipo de estudo é comum em casos que envolvem questões relativas a prestação de serviço público e direitos humanos. Em dezembro de 2011, a mesma Comissão oficiou a Fundação Casa e o Ministério Público, requerendo uma visita às instalações da entidade para verificar a situação dos internos, após um princípio de rebelião. Naquela oportunidade, a OAB reforçou a importância do papel ressocializador da entidade.
Desta vez, a ideia é assumir uma posição mais distante, observando e relatando o procedimento adotado pelas polícias Civil e Militar na condução das investigações.
De acordo com Márcio Murari, delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, o processo envolvendo o jovem baleado no fim de semana está em fase preliminar de inquérito. Ele explicou que pretende chamar os familiares do menor para depor e, assim, tentar localizar o condutor da motocicleta. “Nesta semana ou no mais tardar no começo da próxima, iremos ouvir os familiares para tentar encontrar o piloto da moto. Só depois de ouvi-lo é que iremos terminar o inquérito.”
Na Polícia Militar, também corre outra investigação que pretende analisar a conduta dos policiais envolvidos no bloqueio. “Aqui na PM, estamos dando andamento ao inquérito e aguardando o resultado dos laudos periciais”, disse o coordenador do 15º Batalhão da Polícia Militar do Interior, major Marcelo Trevisan.
Segundo ele, o soldado diretamente envolvido no caso foi remanejado para outra atividade dentro da Corporação. “Ele está desempenhando uma atividade administrativa, até passar por uma avaliação psicológica.”
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