O pedreiro José Ribeiro dos Santos, 41, que residia no Jardim Santa Bárbara, em Franca, morreu por volta das 10 horas de ontem, na fazenda Antônio Prado, em Cristais Paulista. Ele teve a cabeça esmagada por um tubo de concreto de uma tonelada, quando trabalhava no interior de uma vala aberta para a construção de uma galeria de águas pluviais. O delegado Djalma Donizete Batista, que responde pela Delegacia de Cristais, classificou o fato com uma fatalidade, mas abriu inquérito para apurar responsabilidades.
Com base nas informações dos colegas de serviço e familiares, a polícia apurou que Santos começou a trabalhar no local terça-feira. Sua função era “soldar” com concreto os tubos de dois metros de diâmetro e um metro de comprimento, colocados na vala de três metros de profundidade por três metros de largura.
Ao lado do pedreiro, em uma escavadeira hidráulica, estava o operador de máquinas Odair Figueiredo, 37, do Jardim Aeroporto II. A função dele era içar os tubos com um cabo de aço e colocá-los no interior da vala. Nove tubos já estavam no lugar. No momento em que o décimo seria encaixado, o cabo de aço de moveu e o tubo saiu do lugar. Usando a pá da escavadeira, o operador puxou a peça pela alça existente em uma de suas extremidades.
O pedreiro entrou no vão entre o tubo instalado e o que seria colocado no lugar e era seguro pela máquina. Santos puxava o cabo de aço para que ficasse centralizado, quando, segundo apurou peritos criminais que estiveram no local, a alça do tubo quebrou. A peça suspensa pelo cabo de aço se moveu na direção do pedreiro, atingindo e esmagando sua cabeça contra o tubo instalado minutos antes. Bombeiros estiveram no local, mas a vítima já estava morta.
A obra onde Santos morreu faz parte do projeto de macrodrenagem urbana da Prefeitura de Cristais Paulista. A empresa Tecpav Engenharia Ltda, de Franca, ganhou a licitação para a construção da galeria, e contratou a Terra Constru, de Pedregulho, para realizar a abertura das valas e colocação dos tubos. A Tecpav, em nota, informou que lamentava o acidente e que “os serviços estavam sendo executados de acordo com as normas técnicas”.
A mulher e os três filhos de Santos pediram e as duas empresas envolvidas na obra estão arcando com os custos do sepultamento. O corpo deixou Franca na madrugada de hoje com destino a São Paulo, de onde segue à tarde, de avião para Teresina (PI), e depois para Barra D’Alcântara (PI), onde será sepultado amanhã.
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