Pelo sexto ano consecutivo o Parque de Exposições “Fernando Costa” sediou, na tarde deste último domingo, uma edição da Parada Gay. Com o tema “Sou o que sou! E o que muda na sua vida?”, o evento discutiu o combate à homofobia e alertou aos presentes sobre os direitos da comunidade GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais).
Sem patrocínio e grandes atrações, a parada mais uma vez recebeu um público abaixo do esperado e ainda ficou marcada pela ocorrência de uma morte (veja matéria na Página A-4).
A concentração começou por volta das 16 horas. Um trio elétrico com DJs animou o pequeno público que foi até o recinto. Entre muitos casais homossexuais, chamou atenção a presença de travestis fantasiados. “Esse evento serve para quebrar preconceitos. O que vemos aqui é o retrato da sociedade”, disse a doméstica Sônia Ricci, 51.
A respeito do baixo público, o organizador Gilberto Mendes disse que a coincidência na realização de outras festas do gênero, principalmente em Ribeirão Preto, esvaziaram o evento em Franca. Sobre o homicídio, Gilberto disse que a ocorrência não teve relação com a festa.
No meio do público, além da distribuição de preservativos, integrantes da Comissão de Diversidade Homossexual da OAB Franca recolheram assinaturas em favor da criação de uma lei para que a homofobia se torne crime.
Na parada houve também o lançamento da ONG Comossomos, em defesa do público gay.
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