A sexta edição da Parada Gay de Franca terminou em tragédia na noite de domingo. O cabeleireiro Eliano de Carvalho Campos, 38, residente no Jardim Guanabara, foi ferido a facadas dentro do Parque de Exposições “Fernando Costa”, onde a festa era realizada, e morreu minutos depois na Santa Casa. O acusado, o estilista Hudson Barbosa da Silva, 20, do Parque Três Colinas, foi preso em flagrante por policiais militares quando tentava fugir do local.
A festa teve início pouco antes das 14 horas. Pelo menos três pequenos incidentes teriam ocorrido no intervalo de cinco horas, mas todos resolvidos pela organização do evento, sem a necessidade de intervenção da polícia. Por volta das 19h30, ocorreu a maior confusão.
Segundo a polícia, Eliano Campos encontrou o estilista Anderson Barbosa, 39, morador do Parque Três Colinas. Houve discussão e Eliano teria agredido Anderson com um soco no nariz e, na sequência, sacado uma faca que carregava na cintura para ferir o desafeto.
Ainda de acordo com o que foi apurado pela polícia, ao ver Anderson em apuros, Hudson surpreendeu Eliano com um golpe e lhe tomou a faca. De posse da arma branca, Hudson teria passado a golpear Eliano - segundo médicos legistas, foram sete golpes, o fatal próximo à axila do braço esquerdo.
A cena foi assistida por dezenas de pessoas e os gritos que vinha do lado de dentro chamaram a atenção dos policiais que estavam na base móvel estacionada em frente ao Parque de Exposições.
Os PMs entraram no parque e se depararam com Hudson sujo de sangue, correndo ao lado de Anderson, em direção ao portão de saída. Os dois foram detidos sem oferecer resistência. A faca usada no crime foi localizada no interior de uma lata de lixo.
O cabeleireiro ferido foi socorrido por uma ambulância que estava no local. Levado ao Pronto-socorro “Doutor Álvaro Azzuz”, ele seguiu para a Santa Casa e morreu minutos depois - o corpo foi levado ontem para Uberaba (MG), onde será sepultado hoje.
FLAGRANTE
Apresentando no Plantão Policial, Hudson da Silva foi autuado em flagrante pelo delegado Eduardo Lopes Bonfim por homicídio doloso - quando há intenção de matar. Ele alegou que agiu em defesa de Anderson. Este, por sua vez, declarou que há anos era ameaçado por Eliano, que já esteve preso por tentar matá-lo. O caso será apurado pelo 2º Distrito Policial.

Eliano de Carvalho Campos
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