O horário de verão chegou, e com ele, todos os relógios precisam ser adiantados em uma hora. O novo horário, que passou a valer na madrugada deste domingo, atinge as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e o Estado do Tocantins, na região Norte, e dura até o dia 17 de fevereiro do ano que vem. Como todos os anos, a mudança de horária é aplaudida por alguns e criticada por outros.
A psicóloga organizacional Roberta Caparelli, por exemplo, faz parte do primeiro grupo. “Eu amo o horário de verão. Como acordo sempre às 5 horas da manhã, eu posso aproveitar melhor o dia. Vou passar a dar bom dia para a lua”, diz. “Com esse novo horário, depois que sair do trabalho, ainda vai estar de dia. Então, dá pra fazer happy hour”, falou a designer gráfica Elaine Almeida.
O educador físico Zilmário Silva Mesquita afirmou que adora o novo horário porque gosta de acordar cedo e ainda estar escuro, mas acredita que vai precisar de uma semana para ajustar o seu “relógio biológico”. Zilmário estava auxiliando o representante comercial Fabrício Miglioransa, que também está ansioso pelo horário de verão, a se exercitar no Poliesportivo. “Dá mais ânimo para fazer atividades físicas. Eu acabo acordando mais cedo e dormindo mais tarde, então dá pra aproveitar mais, não só para se exercitar, mas também para sair”, revela.
A cabeleireira Paula Almeida é do “time” que critica o horário de verão. “Eu não gosto muito não, porque levanto muito cedo para trabalhar. Aí, a partir de segunda, vou ter que madrugar ainda mais”, reclama.
Uma turma sempre aplaude a chegada do horário de verão: os donos de bares e estabelecimentos comerciais da cidade, que esperam um aumento no fluxo de clientes. José Souza, gerente do Boteco do Lu, acredita que o movimento deva aumentar de 20 a 30%. “O pessoal acaba saindo mais cedo para tomar chope”, conta. Já Samuel Furini, proprietário da Venda do Rico, é mais otimista: espera um fluxo de 40 a 50% maior. “Para aproveitar o horário de verão, a partir de sábado, vamos abrir mais cedo, às 15h30”, diz.
NÚMEROS
O horário de verão tem como objetivo reduzir o consumo de energia no horário de pico, das 18 às 21 horas. De acordo com uma nota à imprensa do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgada na última terça-feira, a economia de energia esperada é de 2.266 MW (megawatts), o equivalente a 4,5% da demanda nacional. O órgão prevê uma economia de R$ 280 milhões com a diminuição da necessidade de geração térmica de energia.
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