Moradia: condomínios fechados viram ‘febre’ entre os francanos


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O militar aposentado Nelson Oliveira passeia com mulher Maria Coelho pelo condomíno em que moram há um mês
O militar aposentado Nelson Oliveira passeia com mulher Maria Coelho pelo condomíno em que moram há um mês

Os muros imponentes erguidos ao redor de Franca são o principal sinal de que um novo conceito de moradia para a classe média alta está surgindo na cidade. Entre áreas verdes e isolados por uma guarita com segurança 24 horas, eles dão forma a imensos condomínios fechados horizontais que se destacam na paisagem urbana do município. Somente de 2008 para cá, segundo levantamento da Secretaria de Urbanismo e Habitação, nove empreendimentos do tipo - entre condomínios de casas e loteamentos - começaram a ser formados em diferentes regiões da cidade. A previsão para os próximos anos é que esse movimento cresça ainda mais, já que outros quatro estão com projeto aguardando aprovação da Prefeitura.

Embora ainda não estejam todos ocupados, eles atraem famílias que querem trocar o agito e a insegurança por uma vida mais tranquila e confortável. “As pessoas vão para os condomínios em busca de mais qualidade de vida e segurança, mas ela nem sempre acontece efetivamente”, disse Maria Cecília Sodré Fuentes, professora de urbanismo do curso de arquitetura da Unifran.

Segundo ela, o surgimento dos condomínios em Franca é uma tendência de mercado que foi favorecida por um lei municipal que regulamentou esse tipo de construção. “Há 20 anos, quando surgiram, o Morada do Verde e o Vila Hípica foram aprovados como loteamentos normais. Somente em 2008 foi aprovada a regulamentação para a criação de condomínios fechados.”

Para a ex-secretária de Urbanismo e Habitação e agora vereadora eleita, Valéria Marson, esse movimento só não ocorreu antes porque nenhuma empresa da área havia descoberto Franca como um mercado imobiliário interessante. Valéria ressalta que a cidade está mais valorizada agora e tem público com potencial para morar em condomínio fechado.

Prova da existência dessa demanda é a rapidez na venda dos lotes ou imóveis. O Villa São Vicente, na região sul da cidade, por exemplo, foi 100% vendido em oito meses, sendo que 80% dos 139 lotes foram negociados em 60 dias. “Antes, Franca não tinha investidores e a demanda era baixa, em compensação agora, mesmo com o condomínio todo vendido, ainda temos procura”, disse Débora Morais, da Mazza Imóveis.

O local terá área de lazer com piscinas, quadra poliesportiva, espaço fitness e sauna, salão de festa, pistas de caminhada, salão de jogos, brinquedoteca, home cinema e playground.

A Mazza também lançou o Villagio da Colina com 67 sobrados e planeja o lançamento de outros dois empreendimentos a partir do próximo ano.

Gerente de vendas da Teixeira Imóveis, Michelle Nascimento, destaca ainda a oportunidade de realizar construções espaçosas e de adquirir um lote para valorização. “No Villaggio di Firenze, todos os 177 lotes já estão vendidos e em razão do sucesso lançamos em agosto o Villa Toscana, que está com 90% comercializado”.

Segundo as imobiliárias ouvidas, os lotes a partir de 330 metros quadrados custam em média R$ 400 o metro quadrado.

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