A dona de casa Vanessa Ferreira da Silva, 23 anos, surda, viveu uma experiência emocionante na última semana na UBS do Ângela Rosa: grávida de sete meses, ela conseguiu “ouvir” os batimentos cardíacos de seu filho.
Vanessa, que já tem dois filhos, foi atendida por um obstetra com a intermediação da enfermeira Lucimar Pereira Ferreira, que se comunicou com ela em libras. A enfermeira perguntou-lhe se alguma vez ela já havia ouvido o som dos batimentos cardíacos de algum de seus filhos. Vanessa respondeu que, pelo fato de ser completamente surda, nunca havia tentado.
Foi então que a enfermeira colocou as mãos da gestante sobre o aparelho médico e ela pôde “sentir” os batimentos através do tato. Os olhos de Vanessa se encheram de lágrimas.
A paciente diz que o atendimento prestado por Lucimar deveria ser estendido a outras unidades de saúde. “Sempre é difícil ir ao médico porque ninguém consegue entender o que eu digo. Sempre tenho que levar alguém da minha família para ajudar, mas tem algumas vezes que ninguém pode me acompanhar.”
Juliana Gaiovis Moreira, 25 anos, também surda, reforçou a importância do atendimento prestado pela enfermeira que se comunica em libras. “Os surdos não entendem o que o médico diz e não tem como explicar a ele.”
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