Polícia faz megaoperação na cadeia


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Agentes da Polícia Civil no corredor da cadeia do Guanabara observam as detentas no pátio do presídio
Agentes da Polícia Civil no corredor da cadeia do Guanabara observam as detentas no pátio do presídio

A Polícia Civil, na manhã de ontem, “tomou de assalto” a cadeia do Jardim Guanabara, transformada em presídio feminino em setembro de 2010. A operação pente-fino foi uma resposta do diretor da unidade, delegado Eduardo Lopes Bonfim, a um princípio de rebelião ocorrido terça-feira. Aproximadamente 70 policiais participaram da ação. Nas revistas íntimas e nas celas, foram apreendidos drogas, 46 aparelhos celulares, chips, carregadores e facas. Duas detentas foram autuadas em flagrante por tráfico (leia texto nesta página). O trabalho durou pouco mais de uma hora e não houve registro de tumulto.

Em abril de 2010, após a transferência de cerca de 400 presos para o CDP (Centro de Detenção Provisória), a cadeia do Guanabara foi reformada para receber as presas da cadeia feminina de Batatais. A chegada dos “novos moradores” ocorreu cinco meses depois. A operação de ontem foi a primeira do porte realizada no local.

“Estávamos programando um pente-fino a qualquer momento, mas após o que ocorreu terça-feira, resolvemos antecipar a operação”, revelou Bonfim. Segundo ele, as detentas se revoltaram com a chegada de duas acusadas de crimes sexuais e tentaram arrombar a cela onde elas estavam. “O pessoal da carceragem que estava de plantão e a equipe da administração entraram no complexo, houve enfrentamento, mas conseguimos controlar a situação”, disse.

Como medida de punição, o delegado Bonfim suspendeu as visitas por duas sextas-feiras (ontem e a próxima, dia 26) e reduziu o período de banho de sol de oito para duas horas, por 15 dias.

A ação ocorrida ontem foi o que o diretor da cadeira classificou como um “recado” às detentas. “Aqui tem um diretor que respeita os direitos delas, mas que também exige respeito. A cadeia tem comando e este comando não vai aceitar nenhum ato de insubordinação.”

A tomada do presídio foi realizada por 12 policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) fortemente armados e outros 60, entre eles várias femininos, que ficaram responsáveis pelas revistas íntimas e das celas.

A cadeia feminina tinha, ontem, 135 detentas divididas em duas alas com oito celas cada. A maioria (107) está presa por tráfico ou associação para o tráfico. Dez respondem por furtos; outras sete, por roubos; cinco, por tentativa de homicídio ou homicídio; e quatro, por violência sexual. Há ainda uma acusada de sequestro e outra, de estelionato.

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